Quincas Borba
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Barbacena e a herança
- Capítulos I a XII1
Rubião à janela
O livro abre com Rubião, que um ano antes era professor em Barbacena e agora é rico, à janela da casa de Botafogo, no Rio. Ele olha a enseada e conta como bens seus a casa, o morro e o céu.
- Capítulos I a XII2
O enfermeiro e o filósofo
Em 1867, em Barbacena, Rubião fecha a escola e cuida por quase seis meses do filósofo Quincas Borba, que adoeceu e não tem outro amigo além de Rubião, a quem o prende o namoro frustrado do filósofo com a viúva Piedade, irmã de Rubião.
- Capítulos I a XII3
Humanitas e as batatas
Quincas Borba explica Humanitas pela morte da avó, esmagada por uma sege: não há morte, e a guerra conserva, como a tribo que extermina outra para ficar com as batatas. Rubião aceita ser discípulo sem entender.
- Capítulos XIII a XXVIII4
O testamento e o cão
Morto o filósofo, o testamento faz de Rubião herdeiro universal, com uma só condição: guardar o cão Quincas Borba, tratá-lo como pessoa, enterrá-lo entre flores e guardar-lhe os ossos numa urna.
- Capítulos XIII a XXVIII5
Ao vencedor, as batatas
Em casa, já herdeiro, Rubião entende enfim a alegoria das tribos famintas e se vê como o vencedor que fica com as batatas, a ponto de pensar num sinete com o lema.
A chegada à Corte e a tentação
- Capítulos XIII a XXVIII6
No trem, os Palha
No trem para a Corte, Rubião conta a herança a Cristiano Palha e à mulher dele, Sofia. Palha, que brilhava ao ouvir que Rubião ficaria na cidade, reflete ao saber da soma e lhe pede discrição.
- Capítulos XXIX a XL7
A declaração ao luar
Em Santa Teresa, na casa dos Palha, Rubião, o recatado de tantos meses, perde o recato no jardim, sob a lua, e faz a Sofia uma proposta que o narrador compara a comprar-lhe a alma e o corpo, enquanto as castas estrelas ouvem tudo.
- Capítulos XLI a XLIX8
O Padre Mendes
O Major Siqueira entra no jardim e vê as mãos de Rubião e Sofia presas. Ela inventa a anedota do Padre Mendes para cobrir a demora, e Rubião, desajeitado, só sabe repetir que sim e sustenta a mentira.
- Capítulos L a LVII9
A dívida de Palha
Sofia conta a Palha o que houve no jardim. Ele minimiza o caso até confessar que deve muito dinheiro a Rubião, e o narrador revela que o bilhete que Sofia mandou a Rubião com os morangos, convidando-o a jantar, fora redigido por Palha.
A Atalaia, o ciúme e a sociedade
- Capítulos LVIII a LXVII10
Cinco contos para a Atalaia
Depois de salvar um menino sob um carro na Rua da Ajuda, Rubião entra com cinco contos na Atalaia, o jornal de Camacho, o político que o conquistou e quer segurá-lo na Corte.
- Capítulos LXVIII a LXXVI11
A hora inventada na praia
Rubião vira sócio de Palha sem entender os números. No baile, Carlos Maria declara a Sofia que passou uma hora entre o mar e a casa dela, uma hora que inventou e que ela passa a repetir de memória.
- Capítulos LXXVII a LXXXIX12
O cocheiro de Praia Formosa
Num tílburi, na volta da Praia Formosa e da Saúde, um cocheiro conta de um moço de bigodes e olhos grandes, da Rua dos Inválidos, que entrou numa casa da Rua da Harmonia, onde uma dama de véu chegou depois. Rubião, que ouve de olhos arregalados, passa a temer que o moço seja Carlos Maria e a dama, Sofia.
- Capítulos CIII a CXIII13
A carta e o mandarim
Rubião achara uma carta com a letra de Sofia para Carlos Maria e a entrega a ela no Flamengo. Era só a circular de uma comissão, e Sofia, com raiva de si mesma, quebra o mandarim de porcelana.
- Capítulos CIII a CXIII14
O narrador defende o cocheiro
O narrador diz ao leitor que o cocheiro não deu nomes nem contou caso verdadeiro: a calúnia foi do leitor e de Rubião, que ligaram as pontas soltas por conta própria.
- Capítulos CIII a CXIII15
Os dez contos
Afastado do Flamengo, Rubião assina cinco contos na subscrição de Sofia e pede dez contos a Palha, que guarda os títulos dele e acaba cedendo o dinheiro.
- Capítulos CXIV a CXVIII16
O noivado de Maria Benedita
Rubião descobre que o noivo de Maria Benedita é Carlos Maria, o rapaz do seu ciúme. A moça o amava em silêncio, e Dona Fernanda lhe arrancou a confissão e arranjou o casamento.
- Capítulos CXIX a CXXXII17
O banco que não existia
Partidos os noivos para a Europa, Palha propõe desfazer a sociedade, alegando que vai dirigir um banco. O banco não existia: ele prospera com ações, apólices e fornecimentos de guerra e já pensa em palacete e baronia.
O delírio imperial
- Capítulos CXXXIII a CXLVII18
Os comensais
A lenda do ricaço discípulo de filósofo atrai comensais, que jantam às seis em ponto, com ou sem o dono da casa. A mesa de Botafogo vira mesa aberta aos que se servem dele.
- Capítulos CXXXIII a CXLVII19
A barba de Napoleão III
Em janeiro de 1870, o barbeiro francês Lucien deixa em Rubião só a pêra e os bigodes, copiando o busto de Napoleão III, e Rubião lhe responde em português, crendo falar francês.
- Capítulos CXLVIII a CLIX20
O amante no coupé
No coupé de Sofia, com as cortinas baixas, Rubião lhe fala como amante, evoca um encontro que nunca houve, pede que o chame de Luís e promete a Palha um título de duque.
- Capítulos CLX a CLXXI21
A casa da Rua do Príncipe
Palha instala Rubião e o cão numa casinha da Rua do Príncipe, e os amigos de Botafogo, os comensais, não o seguem até lá.
- Capítulos CLX a CLXXI22
A sala de Carlos Maria
Carlos Maria e Maria Benedita voltam da Europa, e Rubião invade a sala deles, anuncia a queda do Ministério e oferece uma pasta de ministro a Carlos Maria.
A queda e a volta a Barbacena
- Capítulos CLXXII a CLXXXI23
A frieza de Camacho
Ao voltar do delírio, Rubião procura os amigos, mas Camacho, que antes falava tanto com ele, o recebe com frieza, e o Major Siqueira o conduz à porta com a história de um coche.
- Capítulos CLXXXII a CCI24
A casa de saúde
Depois que Rubião passa pela Rua da Ajuda gesticulando para uma imperatriz invisível, seguido por moleques, Palha, com o Dr. Falcão, o interna numa casa de saúde.
- Capítulos CLXXXII a CCI25
O baile de Botafogo
Em outubro, Sofia inaugura os salões de Botafogo com um baile e usa um colar que é um dos primeiros presentes de Rubião, internado numa casa de saúde e de quem Palha apurou só três contos e duzentos ao liquidar os bens.
- Capítulos CLXXXII a CCI26
A volta a Barbacena
Rubião some da casa de saúde e chega a Barbacena com o cão. Ali grita o lema que havia esquecido, ao vencedor, as batatas, e uma tempestade desaba sobre os dois.
- Capítulos CLXXXII a CCI27
A morte do imperador
Com febre, na casa da comadre Angélica, Rubião morre poucos dias depois, pondo na cabeça uma coroa que só ele vê e deixando o lema pela metade.
- Capítulos CLXXXII a CCI28
A morte do cão
O cão adoece, foge atrás do dono e amanhece morto na rua. O narrador manda o leitor chorar os dois mortos, se tem lágrimas, ou rir, se só tem riso, pois é a mesma coisa.