Capítulo CXIX: Dúvida ou dívida no discurso
Resumo da seção
Teófilo, marido de Dona Fernanda, chega arrasado: o jornal trocou dúvida por dívida em seu discurso. Consolado, adivinha que Maria Benedita gosta de Carlos Maria.
Capítulo CXX: A confidência na saída da missa
Resumo da seção
Na saída da missa, Dona Fernanda conta ao primo Carlos Maria que alguém o adora em segredo e, por fim, diz que é Maria Benedita. A prevenção dele vira simpatia, e nasce o namoro.
Análise
Que bom que era sentir-se um deus adorado
Para discutir Carlos Maria achava a moça fria e passa a gostar dela ao saber que é amado: o que isso sugere sobre a origem do afeto?
Capítulo CXXI: Rubião confia na lágrima de Sofia
Resumo da seção
Rubião se tranquiliza com o casamento, atribui ao acaso as olhadas de Sofia e se agarra à lágrima dela. O narrador avisa: há delitos virtuais que dormem.
Capítulo CXXII: Carlos Maria a cavalo, noivo
Resumo da seção
Na manhã do casamento, Carlos Maria passeia a cavalo e vê na natureza a homenagem nupcial. Um papagaio interrompe, e ele se imagina fazendo a mulher feliz.
Capítulo CXXIII: O mesmo quadro na janela da noiva
Resumo da seção
À janela, diante das ondas, Maria Benedita se vê ajoelhada aos pés do marido e pensa que ele a fará feliz: mesmo quadro do noivo, outro pensamento.
Análise
Oh! como ele me fará feliz!
Para discutir Noivo e noiva veem, cada um da sua janela, o mesmo quadro: o que a simetria sugere sobre o casamento que começa?
Capítulo CXXIV: Despedida no paquete
Resumo da seção
Os noivos casam e, três meses depois, partem para a Europa. Dona Fernanda os despede sem chorar, contente de os ver felizes.
Capítulo CXXV: Sofia doente, entre lembranças
Resumo da seção
Sofia finge-se doente e não vai a bordo. No quarto, entre presentes de Rubião, recorda a frase dele sobre fazê-la imperatriz e lê numa página de romance a frase de que ele merece ser amado, e se perde em si mesma.
Análise
espere que ainda a farei imperatriz
Capítulo CXXVI: Palha pede conversa
Resumo da seção
Rubião e Cristiano Palha voltam do paquete cuidosos e calados. Palha diz que há tempos quer falar-lhe de coisa importante.
Capítulo CXXVII: Rubião navega de cor
Resumo da seção
Na primeira vez que entra num paquete, Rubião, sem noções de geografia, imagina o mar e os países além da barra e viaja de cor.
Capítulo CXXVIII: Palha propõe separar a sociedade
Resumo da seção
Cristiano Palha, apoiado em Camacho, diz que vai liquidar o negócio para dirigir um banco e quer desfazer a sociedade já. Rubião pergunta se há motivo oculto, e aceita a razão.
Análise
Pois não pagues, e vê se te não fica ainda mais
Para discutir Rubião pergunta se há rompimento de amizade e se contenta com a resposta de Palha: o que a torna convincente para ele?
Capítulo CXXIX: O banco que não existia
Resumo da seção
O narrador revela que não havia banco: Palha inventou a razão porque a verdade não serviria. Prospera com ações, apólices e fornecimentos de guerra e já pensa em palacete e baronia.
Capítulo CXXX: O major se queixa dos Palha
Resumo da seção
Na Rua dos Barbonos, o Major Siqueira se queixa de que os Palha não o convidaram ao aniversário nem ao casamento. Rubião fala em confusão, e D. Tônica tenta amenizar.
Análise
Quem nunca comeu azeite, quando come se lambuza
Para discutir O major vê desprezo onde Rubião vê confusão: quem lê melhor a mudança dos Palha?
Capítulo CXXXI: Jantar prometido, sem convite
Resumo da seção
Rubião trata pai e filha com simpatia, evita defender os Palha e promete jantar sem convite. D. Tônica o vê sair da janela.
Capítulo CXXXII: Conservas e o vestido adiado
Resumo da seção
Rubião sai, e D. Tônica propõe comprar conservas para o jantar dele com o dinheiro do vestido, que adia. O pai relê o único romance da casa.
Análise
Há de haver; eu espero, papai
Tema central
Análise
Estes capítulos fecham o romance de Maria Benedita pela mão de Dona Fernanda, que age por piedade e por gosto de mandar, e deixa o resultado à vista do leitor: o casamento nasce de uma confidência arrancada, da vaidade de Carlos Maria, que gosta de sentir-se um deus adorado, e de um quadro que noivo e noiva veem de lados opostos. O narrador fecha com o seu juízo: tal foi o início, tal o desfecho, e assim são os homens.
Os capítulos CXXVI a CXXIX são os mais frios desta sequência: Palha desfaz a sociedade com Rubião inventando um banco, e o narrador entrega a verdade ao leitor na cena seguinte. Rubião, que pergunta se há motivo oculto, aceita a razão porque ela vem embrulhada em afeto: Palha lembra que o casamento de Maria Benedita devia ser com ele. O dinheiro entra pela porta da amizade, e a lealdade de Palha fica medida pelo que lhe convém.
A cena do major é o espelho da cena de Rubião. Siqueira lê desprezo na frieza dos Palha, e Rubião, que tem o mesmo dado diante de si, escolhe falar em confusão. O texto dá razão ao major no pormenor (os convites esquecidos, o coupé), e a casa pobre de D. Tônica, que adia o vestido para servir conservas, mostra quem paga a distância entre os Palha e os antigos amigos.