Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo
tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade
Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas
Remorsos fáceis, de pouca dura
Agora, que já acabou a obrigação, vou dá-lo à comadre Angélica
Capítulos XIII a XXVIII: A herança e a tentação de Rubião
cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa humana
o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão
Discrição e caras serviçais nem sempre andam juntas
Gosta de ser amado. Contenta-se de crer que o é
Capítulos XXIX a XL: Morangos, luar e declaração de Rubião
Freitas elogiava tudo, saudava cada prato e cada vinho com uma frase particular, delicada
trago esta máscara risonha, mas eu sou triste. Sou um arquiteto de ruínas
O maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado
podemos compará-los à lanterna de uma hospedaria em que não houvesse cômodos para hóspedes
Trouxera ao colo um pombinho, manso e quieto, e sai-lhe um gavião
Capítulos XLI a XLIX: A noite depois do jardim
Rubião estremeceu diante deste possessivo: nossa ausência
há tiranos de intenção
Afinal, não me hás de cair em cima
terra eternamente virgem para se lhe plantar qualquer coisa
Capítulos L a LVII: Palha, Sofia e a entrada de Camacho
Mas, meu amor, eu devo-lhe muito dinheiro
Senhora minha, com certeza nunca viu cair um carteiro
moralmente as colchas inteiriças são tão raras
A moral é uma, os pecados são diferentes
Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita
esse olhar foi como um bilhete de visita trocado entre as duas consciências
Tílburi não era carro
a senhora é muito mais bela, infinitamente mais bela que a pintura
uma censura mole, ao canto da boca
Capítulos LXVIII a LXXVI: Baile, sociedade e a declaração
fundiam-se ambos na adoração que este moço tinha de si mesmo
A noite era clara; fiquei cerca de uma hora entre o mar e a sua casa
a emenda era pior que o soneto, e que há bonitos sonetos mentirosos
Capítulos LXXVII a LXXXIX: Casamento sonhado e Praia Formosa
Sofia não pôde soltar o nome de Rubião
Case-se, e diga que eu o engano
Boas pernas! pernas amigas! muletas naturais do espírito!
Creio que você é que casa com ela
Era tão bom não ser pobre!
ouvia a guitarra do pecado, tangida pelos dedos de Sofia
A frase Case-se, e diga que eu o engano
faz o percurso mais curioso destes capítulos. Nasce na boca do major sem ironia, volta como voz sem dono, e depois como latido na imaginação de Rubião. O que era conselho de um velho sobre a casa sem alma vira a ordem do espírito do amigo morto, e Rubião a obedece em pensamento, nunca em ato. A loucura aqui não é um surto, é o hábito de ouvir o desejo falando por outra voz.
Capítulos XC a CII: A suspeita e a candidatura de Rubião
põe uma cigarra viva ao pé de vinte formigas mortas, para compensá-las
agora o que ele rumina saborosamente são os rapapés de Cristiano Palha
Alma sem vigor, acaba de uma vez com o teu desejo
Parece que é senador ou desembargador, ou coisa assim
Capítulos CIII a CXIII: A carta devolvida e os dez contos
Foi a minha desgraça aquela viagem
Pobre mandarim! não lhe valeu ser de porcelana
assistia aos rombos feitos na caravela, sem temporal, mar de leite
Rubião se teve por autor de muitas obras alheias
Capítulos CXIV a CXVIII: O noivado de Maria Benedita
Aquele homem adora-me
não é preciso estar embriagado para acender um charuto nas misérias alheias
Gosto dele, como gosto de Deus, que está no Céu
Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido
Que bom que era sentir-se um deus adorado
Oh! como ele me fará feliz!
espere que ainda a farei imperatriz
Pois não pagues, e vê se te não fica ainda mais
Quem nunca comeu azeite, quando come se lambuza
Há de haver; eu espero, papai
Capítulos CXXXIII a CXLVII: Comensais, Tijuca e barba imperial
Roíam fome, à espera, e ouviam calados e risonhos os discursos do anfitrião
Acabara a lua-de-mel da grandeza; agora torcia os olhos duramente para outro lado
um corcel brioso e petulante, capaz de galgar morros e desbaratar matos
respondendo-lhe em português, cuidava falar francês
Capítulos CXLVIII a CLIX: O delírio no coupé de Sofia
Equilibravam-se, um sem outro, ambos integrais
incompatibilidade da epiderme
Delírio, sim, é o que era; tinha a sinceridade da palavra, como pessoa que vê ou viu realmente as coisas que relata
Luculo ceava sempre com Luculo
deixou-se estar sinceramente defunta
Capítulos CLX a CLXXI: Sofia recua, Rubião delira
Os simples pecados de pensamento são sujeitos a essa mesma alteração
Era mais que separação, era desarticulação.
Creio que mais, porque eu o adoro!
Preciso de um bom gabinete, todo gente amiga e forte, capaz de dar a vida por mim.
Capítulos CLXXII a CLXXXI: Teófilo, o Ministério e o abandono
sobre a famosa estatueta de Narciso, do Museu de Nápoles
escolhe outra coisa, menos ministro
Era como a ascensão dolorosa que um homem fizesse do abismo
fresco e delicioso, como a primeira rosa de verão
Capítulos CLXXXII a CCI: Loucura, abandono e a morte de Rubião
Que triste coisa que é perder o juízo!
a vida, meu rico senhor, compõe-se rigorosamente de quatro ou cinco situações, que as circunstâncias variam e multiplicam aos olhos
Ao vencedor, as batatas!
Guardem a minha coroa
Se só tens riso ri-te! É a mesma coisa.