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Quincas Borba · Capítulos CLXXII a CLXXXI

Teófilo, o Ministério e o abandono

Capítulo CLXXII: A queda do Ministério e o primo Teófilo

Resumo da seção

Maria Benedita lembra ao marido que o primo Teófilo pode entrar no novo Ministério e comenta que Rubião, parado na rua, olha para cima, à espera de condução.

Capítulo CLXXIII: Ministro ou ordenança

Resumo da seção

Carlos Maria pede à mulher que confesse que o adoraria mesmo como ordenança de ministro e lhe pergunta, sem explicar, se queria ser rainha-mãe da Suécia. Depois volta à revista inglesa e à estatueta de Narciso.

Análise

sobre a famosa estatueta de Narciso, do Museu de Nápoles

Capítulo CLXXIV: Rubião barrado e Teófilo abatido

Resumo da seção

Rubião não sobe à casa de Dona Fernanda: o criado diz que ela está doente, mas é Teófilo quem chegou abatido, deixado de fora das combinações do novo Ministério. Embaixo, a criadagem conjetura.

Capítulo CLXXV: O gabinete de trabalho

Resumo da seção

Teófilo desabafa contra a intriga e mostra a Dona Fernanda o gabinete de papéis, onde pergunta de que vale tanto esforço. Ela propõe uma viagem à Europa; ele recusa, mas se anima com a ideia de colheita futura.

Análise

escolhe outra coisa, menos ministro

Para discutir Teófilo diz que pastas não valem nada, mas desaba ao ficar de fora: o que ele espera do trabalho?

Capítulo CLXXVI: A carta do presidente do conselho

Resumo da seção

Ao almoço, Teófilo recebe por uma ordenança a carta do presidente do conselho, que o convoca para as duas da tarde. Apesar de o gabinete estar completo, as borboletas da esperança voltam a volear diante dele.

Capítulo CLXXVII: A presidência de primeira ordem

Resumo da seção

Teófilo volta satisfeito: o marquês lhe pediu que aceite uma presidência de primeira ordem e assuma a chefia da maioria na Câmara. Dona Fernanda concorda que ele não podia recusar e o casal prepara a trouxa.

Capítulo CLXXVIII: A despedida dos livros

Resumo da seção

Dona Fernanda fica no Rio com o filho, separada do marido por quatro meses. Teófilo se despede do gabinete como de santos e amigos, e ela, que promete espanar os livros, sente-se venturosa.

Capítulo CLXXIX: Rubião, o cão e a frieza de Camacho

Resumo da seção

Sem notícia de Dona Fernanda, Rubião vive entre o Quincas Borba (cão) e um criado a quem ele dá o título de marquês. Quando volta do delírio, procura os amigos, mas Camacho o recebe com frieza, e ele se retira magoado.

Análise

Era como a ascensão dolorosa que um homem fizesse do abismo

Para discutir Camacho, que antes falava muito diante de Rubião, agora finge consultar livros para despedi-lo: o que o texto sugere ter mudado entre os dois?

Capítulo CLXXX: O noivado de Dona Tônica

Resumo da seção

Rubião encontra o Major Siqueira e vai com ele à nova casa, nos Cajueiros. O major anuncia o noivado de Dona Tônica com Rodrigues, viúvo e empregado do Ministério da Guerra, e ela, esquecida de Rubião, já sonha com um filho.

Capítulo CLXXXI: O coche no Campo e a primeira rosa de verão

Resumo da seção

Durante o discurso do major sobre a batalha de Monte-Caseros, Rubião aplaude e promete condecoração ao major, e depois uma fitinha para a casaca do genro. O major o conduz à porta, sem violência mas tenaz, com a história de um coche no Campo, e Rodrigues chega, bem recebido por Dona Tônica.

Análise

fresco e delicioso, como a primeira rosa de verão

Para discutir O major e Dona Tônica afastam Rubião com a história do coche: é crueldade, cuidado ou conveniência?

Tema central

Análise

Estes capítulos tratam a ambição política de Teófilo com o mesmo tom que o narrador usa para o delírio de Rubião: a crise de Teófilo vem do Ministério não oferecido, e o remédio é uma presidência de primeira ordem e a chefia da maioria. O gabinete de papéis, tão exato e administrativo, é o que ele despede com saudade, e o narrador nota que Dona Fernanda viveu ali dez minutos, enquanto Teófilo viveu muitos anos.

Dona Fernanda conduz o marido da fúria à esperança sem contradizê-lo: propõe Varsóvia, uma viagem que ele não aceita, e a recusa vira ânimo para continuar. A cena com o filho Nuno, que quer ser ministro porque ministro anda de carro com soldado atrás, fecha a ironia sobre o valor do cargo.

Rubião, enquanto isso, perde interlocutores: um recado trocado pelo criado o afasta de Dona Fernanda, e ele não volta, Camacho o despacha com papéis e pausas, e o major o conduz para a rua com a gentileza de quem espera o genro. Nos dois últimos encontros, o delírio de Rubião esbarra em respostas diferentes, a frieza do advogado e a gentileza firme do major.

Dona Tônica, que requestara Rubião e agora ri de felicidade com um noivo de meia-idade, funciona como contraponto: o texto dá a ela uma conclusão modesta, mas completa, enquanto Rubião se afasta da porta olhando para as janelas.