Capítulo CLXXXII: O imperador na Rua da Ajuda
Resumo da seção
Rubião passa gesticulando para uma imperatriz invisível, seguido por moleques que gritam "Ó gira!". A mãe arranca o pequeno Deolindo do grupo.
Capítulo CLXXXIII: O menino salvo e o salvador
Resumo da seção
O pai de Deolindo reconhece no louco o homem que salvou o filho sob um carro. A mãe se culpa pela zombaria do menino.
Análise
Que triste coisa que é perder o juízo!
Para discutir A mãe se culpa pela zombaria do filho: o livro condena a surriada ou só registra o espanto de quem a viu?
Capítulo CLXXXIV: A rua vira palácio
Resumo da seção
Rubião chega à casa de Dona Fernanda ainda imperador, com a rua feita paço. Quem o vê esquece a própria miséria por um instante.
Capítulo CLXXXV: Rubião vai para a casa de saúde
Resumo da seção
Cumprindo enfim a promessa que tardava, Cristiano Palha e o Dr. Falcão internam Rubião numa casa de saúde, e ele os convida para uma revista militar.
Capítulo CLXXXVI: O palpite do Dr. Falcão
Resumo da seção
Ao sair, o Dr. Falcão conclui que Rubião foi amante da mulher de Palha.
Capítulo CLXXXVII: O cão trancado em casa
Resumo da seção
O Quincas Borba (cão) tenta seguir o dono e é trancado pelo criado. A pedido de Rubião, Dona Fernanda procura Sofia.
Análise
a vida, meu rico senhor, compõe-se rigorosamente de quatro ou cinco situações, que as circunstâncias variam e multiplicam aos olhos
Para discutir O narrador diz que a vida se repete em poucas situações: o que a cena do cão trancado repete de Barbacena?
Capítulo CLXXXVIII: A visita à casa da Rua do Príncipe
Resumo da seção
Na casa abandonada, Sofia mal disfarça o asco, e Dona Fernanda se comove com o cão magro.
Capítulo CLXXXIX: Sofia e as obras de Botafogo
Resumo da seção
Livre da casa, Sofia retoma as boas maneiras e convida Dona Fernanda a ver o palacete de Botafogo.
Capítulo CXC: O nascimento da filha de Maria Benedita
Resumo da seção
Dona Fernanda corre à Tijuca para o parto de Maria Benedita e Carlos Maria, e esquece Rubião por um tempo.
Capítulo CXCI: Três contos e duzentos
Resumo da seção
O diretor promete a cura em seis ou oito meses. Sofia evita a visita e conta que Cristiano Palha apurou três contos e duzentos dos bens dele.
Capítulo CXCII: O baile de Botafogo
Resumo da seção
Passam os meses, e em outubro Sofia inaugura os salões de Botafogo com um baile, usando um colar dos primeiros presentes de Rubião.
Capítulo CXCIII: O desaparecimento
Resumo da seção
Chega a carta do diretor: Rubião sumiu da casa de saúde. Dona Fernanda consegue que o marido peça buscas à polícia.
Capítulo CXCIV: A lucidez e os cem mil-réis
Resumo da seção
Dias antes, Cristiano Palha achou Rubião são, deu-lhe cem mil-réis e pediu ao diretor que não precipitasse a alta.
Capítulo CXCV: Barbacena e as batatas
Resumo da seção
Rubião e o cão chegam a Barbacena, e ele grita o lema que havia esquecido. Ninguém o recebe.
Análise
Ao vencedor, as batatas!
Para discutir O lema volta a Rubião sem a alegoria, só com o sentido vago de luta e vitória: o que sobra da doutrina sem o sentido?
Capítulo CXCVI: A tempestade
Resumo da seção
Uma tempestade desaba sobre Barbacena, e Rubião e o cão andam sem destino sob a chuva.
Capítulo CXCVII: A noite ao relento
Resumo da seção
Com fome e frio, os dois vagam a noite toda. Rubião toma as estrelas por lustres de salão e adormece com o cão junto de si.
Capítulo CXCVIII: A manhã das batatas
Resumo da seção
Ao ver a rua banhada de sol, Rubião repete o lema.
Capítulo CXCIX: O delírio diante da comadre
Resumo da seção
A comadre Angélica o abriga, e Rubião, com febre, fala do rei da Prússia capturado. Curiosos se juntam à porta.
Capítulo CC: A morte do imperador
Resumo da seção
Rubião morre poucos dias depois, pondo na cabeça uma coroa que só ele vê, e as últimas palavras deixam o lema pela metade.
Análise
Guardem a minha coroa
Para discutir Rubião morre coroado só para si mesmo: o narrador zomba dessa glória ou a respeita?
Capítulo CCI: A morte do cão e o fecho
Resumo da seção
O Quincas Borba (cão) adoece, foge atrás do dono e amanhece morto na rua. O narrador manda o leitor chorar ou rir.
Análise
Se só tens riso ri-te! É a mesma coisa.
Tema central
Análise
Estes capítulos opõem duas relações com a loucura de Rubião. A rua e os moleques fazem espetáculo dela, e quem a vê esquece por um instante a própria miséria e agradece ao céu a sua "parte". Já o pai do menino reconhece o homem que salvou o filho, e a mulher só o sabe por ele, e a vergonha do marido, que desvia o rosto para não ser vaiado, mostra a gratidão sem coragem.
Cristiano Palha e Sofia aparecem no mesmo registro de cálculo que os trouxe ao romance. Palha ainda empresta cem mil-réis a Rubião, mas já tinha liquidado os bens dele em três contos e duzentos e pede que a alta não se precipite. Sofia, que nem quer ver o amigo, inaugura o baile em Botafogo com o colar que ele lhe deu. D. Fernanda é o contraponto: é a única que olha o cão nos olhos e a quem a casa suja comove.
A volta a Barbacena fecha o círculo aberto no começo do livro. A frase das batatas, que Rubião só entendeu ao herdar, volta no fim como palavra vazia, repetida diante de curiosos que não lhe acham sentido. A coroa invisível e a morte do cão, contada de passagem, mostram que o delírio não consola nem castiga: o narrador, ao mandar chorar ou rir, deixa ao leitor a escolha.