Capítulo CXXXIII: A lenda e os comensais
Resumo da seção
A lenda de Rubião, ricaço e discípulo de filósofo, atrai comensais, que lhe devem dinheiro e jantam às seis em ponto, com ou sem o dono.
Análise
Roíam fome, à espera, e ouviam calados e risonhos os discursos do anfitrião
Para discutir A lenda chama os convivas de discípulos, mas o texto diz que eram só de boa vontade: o que eles recebem e dão em troca?
Capítulo CXXXIV: Charutos e os dois bustos
Resumo da seção
Sem o dono em casa, os convivas vão ao gabinete pegar charutos e encontram sobre a secretária os bustos de Napoleão I e Napoleão III.
Capítulo CXXXV: Protetor das letras
Resumo da seção
Rubião protege as letras, paga duas sociedades rivais, uma católica e uma protestante, sem notar, e assina jornais sem lê-los.
Capítulo CXXXVI: O cobrador
Resumo da seção
O cobrador recebe o semestre e comenta na rua que aquele homem detesta a folha e paga, enquanto tantos a adoram e não pagam.
Capítulo CXXXVII: Visões na loja do Bernardo
Resumo da seção
Sentado na loja do Bernardo, Rubião gasta as manhãs em visões deliciosas. Uma vez levanta-se para ver alguém que não existe e reconhece a ilusão.
Capítulo CXXXVIII: Sofia depura as amizades
Resumo da seção
Sofia, louvada pela imprensa, corrige o marido servil e corta as amizades modestas, até passar pelos velhos conhecidos de olhar desviado.
Análise
Acabara a lua-de-mel da grandeza; agora torcia os olhos duramente para outro lado
Para discutir Machado responde à leitora impaciente que Sofia comia bem e dormia largo e fofo: o que essa resposta revela e o que deixa de dizer?
Capítulo CXXXIX: O convite à Tijuca
Resumo da seção
Rubião convida Sofia à Tijuca, só os dois. Ela adia para o domingo seguinte e imagina o passeio a cavalo, com um beijo na nuca.
Capítulo CXL: O corcel da imaginação
Resumo da seção
A imaginação de Sofia é comparada a um corcel que galga morros e volta à cavalariça.
Análise
um corcel brioso e petulante, capaz de galgar morros e desbaratar matos
Capítulo CXLI: As rosas do jardim
Resumo da seção
Esfriado o ardor, Sofia adia o passeio, atira as linhas na cestinha que Rubião lhe dera e ouve de duas rosas que a culpa é dela.
Capítulo CXLII: Conversar com os botões
Resumo da seção
Sofia ouve outras plantas e recebe a mesma resposta; o narrador diz que conversar com os botões tem sentido real.
Capítulo CXLIII: A queda do cavalo
Resumo da seção
No passeio à Tijuca, os três vão juntos. Na descida, Sofia, distraída, chicoteia o cavalo com raiva e cai de amazona.
Capítulo CXLIV: O joelho e o juramento
Resumo da seção
Em casa, Sofia mostra o joelho pisado ao marido e quer jurar que nada se viu. Cristiano Palha jura e brinca com a perna dela.
Capítulo CXLV: O barbeiro Lucien
Resumo da seção
Em janeiro de 1870, Rubião chama o barbeiro Lucien e, em marcha para a lua, nem o vê chegar ao gabinete dos Napoleões.
Capítulo CXLVI: A barba de Napoleão III
Resumo da seção
Lucien deixa a Rubião só a pêra e os bigodes, copiando o busto de Napoleão III. Rubião, satisfeito, paga vinte mil-réis sem troco.
Análise
respondendo-lhe em português, cuidava falar francês
Para discutir Rubião responde em português ao barbeiro francês e acredita falar francês: onde termina o engano e começa o delírio?
Capítulo CXLVII: Rumo à lua, por Compiègne
Resumo da seção
Sozinho, Rubião se imagina em Compiègne, governando e ouvindo ministros. Nem os ganidos do Quincas Borba (cão) o despertam.
Tema central
Análise
Duas curvas correm lado a lado. Rubião acumula comensais, bustos e uma lenda de riqueza, e Sofia aprende a podar as amizades humildes e a vigiar o marido. A casa de Botafogo vira palco: o jantar às seis em ponto serve aos convivas, não ao dono, e a secretária com os dois Napoleões mostra o que ele passa a admirar.
Dos bustos à barba há um deslizamento: de admirar Napoleão III, Rubião passa a copiar-lhe o rosto. O capítulo do barbeiro não declara loucura. Diz que ele responde em português e cuida falar francês, e o delírio entra como detalhe de comédia antes de ser diagnóstico. A imaginação que nos capítulos anteriores o salvava do ócio vira aqui a porta de outra identidade.
Sofia ocupa o outro polo. A imaginação dela galopa até a Tijuca e volta à cavalariça, as rosas e os botões dão voz a uma consciência que o texto nunca fala diretamente, e as linhas atiradas na cesta, lembrança de Rubião, marcam o desejo que esfria. O desejo e o desdém convivem nela, enquanto Cristiano Palha, na cena do joelho, jura pelo que há de mais sagrado e se orgulha de possuir a mulher.