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Quincas Borba · Capítulos CLX a CLXXI

Sofia recua, Rubião delira

Capítulo CLX: O sol recusa luz ao desejo de Sofia

Resumo da seção

A chuva cessa e um raio de sol rompe o nevoeiro, mas o narrador faz o sol chamá-lo de volta, para não alumiar o desejo de Sofia. O céu se fecha de novo.

Capítulo CLXI: O pesadelo de Sofia

Resumo da seção

Reclusa, Sofia lê a Revista dos Dois Mundos e dorme. Sonha que Carlos Maria é morto diante dela e acorda aos gritos; Cristiano Palha se comove.

Capítulo CLXII: O passeio que apaga os cuidados

Resumo da seção

No dia seguinte, claro e quente, Sofia sai a visitas e passeio. A agitação da Rua do Ouvidor lhe espanta da alma os cuidados da véspera.

Capítulo CLXIII: Vontade reduzida a veleidade

Resumo da seção

O que parecia vontade imperiosa em Sofia vira veleidade. O narrador diz que o pecado de pensamento vira costume, com refúgio moral no corpo sem mácula.

Análise

Os simples pecados de pensamento são sujeitos a essa mesma alteração

Para discutir O desejo de Sofia vira veleidade em poucas horas, com refúgio moral no corpo sem mácula: o que esse refúgio protege?

Capítulo CLXIV: Fuga de Rubião e insistência de Sofia

Resumo da seção

Sofia foge de Rubião numa livraria e o encontra no saguão de Dona Fernanda, que acha que ele pode sarar. Cristiano Palha reclama do incômodo, mas Sofia insiste.

Capítulo CLXV: A casa da Rua do Príncipe

Resumo da seção

Cristiano Palha instala Rubião e o Quincas Borba (cão) numa casinha da Rua do Príncipe. Os amigos de Botafogo sentem a mudança como exílio e ouvem de Palha que o amigo precisa de repouso.

Análise

Era mais que separação, era desarticulação.

Para discutir Os amigos de Rubião não se ligavam por amizade nem estima, mas padecem com a separação: o que os unia?

Capítulo CLXVI: O abandono dos amigos

Resumo da seção

Rubião nota que os amigos não o seguiram à casa nova e, nas primeiras semanas, sente-se abandonado. Procura algum mal que lhes tenha feito e não acha.

Capítulo CLXVII: O diagnóstico do Dr. Falcão

Resumo da seção

O Dr. Falcão, deputado e médico, examina Rubião a pedido de Dona Fernanda e crê que ele pode sarar. Pelo delírio, conclui que ele e Sofia se amaram, e a suspeita se volta contra Dona Fernanda.

Capítulo CLXVIII: A desconfiança que a noite não apaga

Resumo da seção

O Dr. Falcão mantém na manhã seguinte a suspeita sobre Dona Fernanda e parafraseia Hamlet: ali andou dedo de amor. Discreto, não conta a ninguém.

Capítulo CLXIX: A volta de Carlos Maria e Maria Benedita

Resumo da seção

Carlos Maria e Maria Benedita voltam ao Rio, e Dona Fernanda os leva à Tijuca. Maria Benedita diz que são felizes; Carlos Maria se irrita com a confidência.

Análise

Creio que mais, porque eu o adoro!

Para discutir Por que Carlos Maria se incomoda ao adivinhar que a mulher confidenciou a outra a própria felicidade?

Capítulo CLXX: O sorriso pálido e o perdão

Resumo da seção

A sós, Maria Benedita pergunta o que o marido tem, e Carlos Maria só sorri. Ela se culpa pela tagarelice e promete ser menos expansiva; ele a absolve com um gesto.

Capítulo CLXXI: Rubião invade a sala do casal

Resumo da seção

Rubião aparece na varanda, anuncia a queda do Ministério e oferece uma pasta a Carlos Maria. Sai gesticulando pelo jardim, e Maria Benedita não contém o riso.

Análise

Preciso de um bom gabinete, todo gente amiga e forte, capaz de dar a vida por mim.

Tema central

Análise

Estes capítulos abrem com o desejo de Sofia contido pelo próprio texto: o sol manda o raio de volta, o pesadelo termina com o marido ao pé da cama e, no dia seguinte, o narrador a mostra de carro pela Rua do Ouvidor. O que parecia vontade imperiosa vira veleidade, e o corpo sem mácula basta como refúgio moral.

A mudança de Rubião para a Rua do Príncipe expõe o que a casa de Botafogo mantinha: os amigos que viviam à mesa dele sentem o exílio como perda de hábito, não de afeto, e Palha trata o assunto como amolação e responsabilidade. Quem se mostra mais tocada por ele, Dona Fernanda, é justamente quem tem com ele relações menos estreitas e antigas.

O Dr. Falcão faz de Rubião e de Dona Fernanda o mesmo erro em duas etapas: de uma frase do delírio tira um amor, e do amor tira outro. O capítulo mostra como a suspeita se sustenta sozinha, sem prova, no homem que se diz cético.

A volta do casal traz Rubião delirante de volta ao centro: ele aplaude a felicidade dos dois, e eles o recebem sem carinho. O delírio de ministérios e batalhas, com amigos transformados em ministros, mostra o que Rubião ainda deseja: ser cercado de gente que daria a vida por ele.