Clavis Libri

Quincas Borba

Discussões

Perguntas abertas que o livro deixa, para levar à aula, ao grupo de leitura ou para pensar sozinho.

Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo

Rubião vê a morte da irmã e do amigo como obra de Deus por linhas tortas: o que isso revela sobre ele?

A filosofia de Quincas Borba explica a morte da avó ou apenas a justifica?

Rubião lê a loucura do amigo como perda de um bom amigo ou como risco ao legado?

Capítulos XIII a XXVIII: A herança e a tentação de Rubião

Por que o testador faria de um cachorro a única condição de uma herança inteira?

Rubião só compreende a alegoria das tribos depois de herdar: a doutrina ensina alguma coisa ou apenas confirma o lugar de quem a lê?

Palha aconselha discrição depois de ouvir a confidência inteira: é prudência de amigo ou interesse de quem soube que Rubião é rico?

Por que o narrador para no meio da tentação de Rubião para descrever a vida interior do cão?

Capítulos XXIX a XL: Morangos, luar e declaração de Rubião

Freitas é um amigo de Rubião ou alguém que vive de sua mesa, e como o próprio Rubião o enxerga?

Palha decota a mulher para exibir a própria ventura: o que essa vaidade diz do casamento dos dois?

Sofia lembra os próprios gestos e as palavras doces e vê que não podia ignorar o sentido das finezas de Rubião: ela tem parte na situação, ou o texto a trata apenas como surpreendida?

Capítulos XLI a XLIX: A noite depois do jardim

Sofia diz nossa ausência: é um deslize ou uma defesa, e o que Rubião faz com a palavra?

Rubião cogita que o cão seja o filósofo: é crença, medo ou conveniência de quem herdou?

Capítulos L a LVII: Palha, Sofia e a entrada de Camacho

Palha empalidece ao ouvir a notícia e depois passa a minimizá-la: o que o faz mudar de tom, o ciúme ou a dívida?

O narrador diz que a moral é uma e os pecados são diferentes: que diferença o narrador vê entre o remorso de Rubião pela carta escondida e o do jardim, e ela convence?

Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita

Palha e Camacho se entendem sem uma palavra: o que a imagem do bilhete de visita diz sobre os dois?

Rubião muda as regras da aposta quando a sorte diz não: ele decide pela sorte ou já tinha decidido?

Rubião começa vexado e termina reimprimindo a notícia: o que o faz mudar de ideia?

Capítulos LXVIII a LXXVI: Baile, sociedade e a declaração

Rubião entra na sociedade com Palha sem entender os números: que motivos o texto dá para ele aceitar, e onde fica Sofia entre eles?

Carlos Maria se abate por ter mentido a Sofia e acha a confissão dela um estorvo: o que o incomoda de fato?

Capítulos LXXVII a LXXXIX: Casamento sonhado e Praia Formosa

Sofia não quer Rubião, mas não suporta dá-lo à prima: o que o narrador diz sobre esse ciúme e o que ele deixa em aberto?

Palha repete o palpite e pergunta se Sofia nunca o mencionou: ele só especula ou testa o sócio?

Capítulos XC a CII: A suspeita e a candidatura de Rubião

Por que um capítulo inteiro para o diretor do banco?

As flores falam ao desejo de Rubião: quem fala aqui, ele ou o narrador?

O que muda no tratamento de Freitas morto quando chega o coupé de Rubião?

Capítulos CIII a CXIII: A carta devolvida e os dez contos

Sofia quebra o mandarim sem saber como o pegou: contra quem é a raiva?

O conselho de Palha é zelo pelo amigo ou controle sobre o capital?

Por que o narrador dispensa a análise e resume tudo num título?

Capítulos CXIV a CXVIII: O noivado de Maria Benedita

Rubião achara a carta de Sofia e decidira não voltar a vê-la: por que acredita tão depressa na lágrima dela?

Maria Benedita diz amar Carlos Maria como se ama a Deus, sem esperar resposta: o livro mostra aí uma forma de amor ou uma forma de abdicação?

Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido

Carlos Maria achava a moça fria e passa a gostar dela ao saber que é amado: o que isso sugere sobre a origem do afeto?

Noivo e noiva veem, cada um da sua janela, o mesmo quadro: o que a simetria sugere sobre o casamento que começa?

Rubião pergunta se há rompimento de amizade e se contenta com a resposta de Palha: o que a torna convincente para ele?

O major vê desprezo onde Rubião vê confusão: quem lê melhor a mudança dos Palha?

Capítulos CXXXIII a CXLVII: Comensais, Tijuca e barba imperial

A lenda chama os convivas de discípulos, mas o texto diz que eram só de boa vontade: o que eles recebem e dão em troca?

Machado responde à leitora impaciente que Sofia comia bem e dormia largo e fofo: o que essa resposta revela e o que deixa de dizer?

Rubião responde em português ao barbeiro francês e acredita falar francês: onde termina o engano e começa o delírio?

Capítulos CXLVIII a CLIX: O delírio no coupé de Sofia

Camacho faz da própria cara uma necessidade moral e diz que sua vida a reproduz: o que esse argumento revela dele, e o que tem a ver com Rubião?

Rubião narra com minúcia um encontro que o texto chama de história não sucedida: de que é feito esse delírio, e por que o relato soaria verdadeiro a quem o ouvisse?

Sofia se pergunta por que não reteve nenhum dos nomes que lhe passaram: o que a pergunta mostra sobre o que ela deseja?

Capítulos CLX a CLXXI: Sofia recua, Rubião delira

O desejo de Sofia vira veleidade em poucas horas, com refúgio moral no corpo sem mácula: o que esse refúgio protege?

Os amigos de Rubião não se ligavam por amizade nem estima, mas padecem com a separação: o que os unia?

Por que Carlos Maria se incomoda ao adivinhar que a mulher confidenciou a outra a própria felicidade?

Capítulos CLXXII a CLXXXI: Teófilo, o Ministério e o abandono

Teófilo diz que pastas não valem nada, mas desaba ao ficar de fora: o que ele espera do trabalho?

Camacho, que antes falava muito diante de Rubião, agora finge consultar livros para despedi-lo: o que o texto sugere ter mudado entre os dois?

O major e Dona Tônica afastam Rubião com a história do coche: é crueldade, cuidado ou conveniência?

Capítulos CLXXXII a CCI: Loucura, abandono e a morte de Rubião

A mãe se culpa pela zombaria do filho: o livro condena a surriada ou só registra o espanto de quem a viu?

O narrador diz que a vida se repete em poucas situações: o que a cena do cão trancado repete de Barbacena?

O lema volta a Rubião sem a alegoria, só com o sentido vago de luta e vitória: o que sobra da doutrina sem o sentido?

Rubião morre coroado só para si mesmo: o narrador zomba dessa glória ou a respeita?

A obra inteira

A doutrina de Humanitas, que o filósofo expõe e Rubião só entende ao herdar, descreve o mundo do livro?

Rubião é vítima de quem o cerca, autor da própria ruína, ou as duas coisas?

O narrador deixa o leitor formar uma certeza e depois a desfaz: o que o romance pede de quem lê?

A vaidade de Rubião e a loucura dele são a mesma coisa, ou o livro as distingue?

O cão leva o nome do filósofo e acompanha Rubião até o fim: o que a fidelidade dele diz das fidelidades entre as pessoas do livro?