Clavis Libri

Quincas Borba · Capítulos CIII a CXIII

A carta devolvida e os dez contos

Capítulo CIII: Rubião diz tudo no Flamengo

Resumo da seção

Depois da missa de sétimo dia, Rubião leva a carta a Sofia e despeja o que sente, cada vez mais alto, até ela lhe tapar a boca.

Análise

Foi a minha desgraça aquela viagem

Capítulo CIV: A carta entregue e a saída

Resumo da seção

Sofia pede arrependimento. Rubião recusa, entrega-lhe a carta endereçada a Carlos Maria e, mesmo vendo-a empalidecer, sai sem ouvi-la.

Capítulo CV: Sofia, a circular e o mandarim

Resumo da seção

Sozinha, Sofia descobre que era a circular da comissão, pensa em Carlos Maria e, de raiva de si, quebra o mandarim de porcelana.

Análise

Pobre mandarim! não lhe valeu ser de porcelana

Para discutir Sofia quebra o mandarim sem saber como o pegou: contra quem é a raiva?

Capítulo CVI: O narrador defende o cocheiro

Resumo da seção

O narrador diz ao leitor que o cocheiro não deu nomes nem contou caso verdadeiro: a calúnia foi do leitor e de Rubião.

Capítulo CVII: A quarta causa de Carlos Maria

Resumo da seção

O narrador diz que as reflexões de Sofia tinham fundo de verdade e acrescenta uma quarta causa: talvez Carlos Maria tivesse outros amores.

Capítulo CVIII: Cinco contos e o pedido de dez

Resumo da seção

Afastado meses do Flamengo, Rubião assina cinco contos na subscrição de Sofia e pede dez a Cristiano Palha, que guarda seus títulos, aconselha cautela e acaba cedendo.

Análise

assistia aos rombos feitos na caravela, sem temporal, mar de leite

Para discutir O conselho de Palha é zelo pelo amigo ou controle sobre o capital?

Capítulo CIX: Sonho com Sofia e Luís Napoleão

Resumo da seção

Rubião sonha que Cristiano Palha açoita Sofia e Maria Benedita, manda enforcá-lo e sai em carruagem triunfal com Sofia e o Quincas Borba (cão).

Capítulo CX: Empréstimos e o artigo de Camacho

Resumo da seção

Rubião faz os empréstimos, paga o papel da Atalaia a Camacho e ouve dele um artigo que adverte o partido contra seus aliados.

Capítulo CXI: A emenda do artigo

Resumo da seção

Rubião aplaude o artigo e sugere reforçar uma palavra. Camacho objeta ao som, mas aceita, e o amigo se sente meio autor.

Capítulo CXII: O sumário que o livro não tem

Resumo da seção

O narrador lamenta não ter dado ao livro o método dos sumários antigos, em que o título já diz o que há no capítulo.

Capítulo CXIII: Rubião autor de livros alheios

Resumo da seção

O narrador resume num título imaginário a operação mental: Rubião, satisfeito com a emenda, ruminou tantas frases que se teve por autor do que lera.

Análise

Rubião se teve por autor de muitas obras alheias

Para discutir Por que o narrador dispensa a análise e resume tudo num título?

Tema central

Análise

O encontro do Flamengo é a cena em que Rubião diz tudo e não ouve nada. Declara-se em voz alta, entrega a carta e sai quando Sofia pede que a abra, de modo que ela fica com a circular na mão e ele com a certeza de ter sido enganado. O capítulo seguinte vira o foco para Sofia sozinha e mostra o que a move: a lembrança de Carlos Maria e a raiva de si, que o mandarim quebrado materializa.

O capítulo CVI reabre a anedota do cocheiro: o narrador diz ao leitor que a calúnia foi dele e de Rubião. O CVII soma uma quarta causa às três que Sofia imaginou para o fracasso com Carlos Maria. O livro desmonta a suspeita que ele mesmo deixou crescer e ensina a ler com pausa.

O dinheiro entra pela mão de Cristiano Palha, que guarda os títulos, conhece a soma total e vê o capital diminuir, mas acaba cedendo os dez contos. O destino do dinheiro aparece dois capítulos adiante, no CX: a conta da Atalaia entregue a Camacho. O sonho imperial e a emenda do artigo mostram a ambição de Rubião se alimentando de vaidade, até o fecho em que ele se tem por autor de livros alheios.