Um, Nenhum e Cem Mil
Símbolos
O espelho
O espelho é o objeto em que Vitangelo Moscarda procura o que não encontra: o estranho que os outros veem nele e que ele nunca viu. Há o espelho da rua, onde ele se surpreende passeando e não se reconhece; o do armário do quarto, onde conduz o experimento de...
O nariz
O nariz de Vitangelo Moscarda pende para a direita, e é a primeira coisa que o romance diz sobre ele. A observação vem da mulher, Dida, com calma e com um "querido", no dia em que o encontra diante do espelho apertando uma narina, e arrasta atrás de si uma...
A casa
A casa é a imagem com que Vitangelo Moscarda explica ao leitor o que o homem faz com o mundo e consigo: tira as pedras da montanha, esquadreja-as, põe umas sobre as outras, e o que era montanha vira casa. O romance usa o objeto em várias escalas. Há a casa em...
Gengè
Gengè é o nome com que Dida chama o marido, e é também o boneco que ela construiu com esse nome: um homem bonachão, tolo, de gostos e sentimentos que não são os de Vitangelo Moscarda e que ele não poderia mudar sem se tornar, para ela, um estranho que já não...
A árvore e a nuvem
A árvore e a nuvem são o que sobra quando não sobra mais nome. Aparecem duas vezes no romance, e nas duas Vitangelo as usa para falar do que quer: no Livro II, a nuvem é o desejo atribuído ao leitor, o de não ter mais consciência de ser, como uma pedra ou uma...
O revólver
O revólver é a arma pequena, de cabo de madrepérola, que Anna Rosa encontrou no colete do pai, morto seis anos antes, e que desde então leva consigo na bolsinha. Ela o achou um brinquedo, tanto mais gracioso quanto guarda em seu engenho o poder de dar a...