Um, Nenhum e Cem Mil
Personagens
Vitangelo Moscarda
Vitangelo Moscarda é o narrador de Um, Nenhum e Cem Mil: tem vinte e oito anos, é rico, ocioso e casado com Dida, herdeiro do banco que o pai fundou na cidade de província de Richieri, com os negócios entregues a dois amigos de confiança, Quantorzo e Firbo...
Dida
Dida é a mulher de Vitangelo Moscarda e filha do homem que, no Livro VI, vem pedir contas ao genro e foge dele, de roupa impecável e sempre satisfeito consigo (capítulo IV do Livro VI). Casaram quando ele tinha vinte e três anos (capítulo VIII do Livro III),...
Quantorzo
Sebastiano Quantorzo é, com Firbo, um dos dois amigos de confiança a quem Vitangelo Moscarda entregou os negócios depois da morte do pai (capítulo I do Livro I), e acaba diretor do banco que o pai fundou (capítulo VIII do Livro III). É o "paternal" Quantorzo...
Anna Rosa
Anna Rosa é uma moça órfã de pai e de mãe, amiga de Dida, que mora com uma velha tia na casa que parece esmagada pelos muros altíssimos da Badìa Grande, o antigo castelo onde ainda vivem as poucas freiras velhas da cidade (capítulo II do Livro VII). Uma...
Firbo
Stefano Firbo é, com Quantorzo, um dos dois amigos de confiança a quem Vitangelo Moscarda entregou os negócios depois da morte do pai (capítulo I do Livro I), e figura no banco como consultor jurídico (capítulo VIII do Livro III). Vitangelo o vê, no meio da...
Marco di Dio
Marco di Dio é um ex-ajudante de escultor, chegado do campo a Richieri, que aprendeu a desbastar o mármore no ateliê de um dos melhores artistas da cidade e, num dia de calor, foi apanhado num ato que o condenou para sempre (capítulo I do Livro IV). Vive com...
O pai de Moscarda
Francesco Antonio Moscarda é o pai de Vitangelo Moscarda, fundador do banco de Richieri, e nunca aparece vivo no romance: é um morto que o filho evoca, e a primeira imagem dele é a de um homem alto, gordo, calvo, de barba ruiva e espessa e olhos azulados...
Monsenhor Partanna
Monsenhor Partanna é o bispo de Richieri, e o homem a quem Vitangelo Moscarda vai pedir proteção contra a interdição. Dizia-se na cidade que fora eleito por instâncias e maus ofícios de poderosos prelados de Roma, e que, depois de alguns anos à frente da...
Outros personagens
- Diamante: a mulher de Marco di Dio, que o acompanha nos projetos de enriquecimento e grita da janela do casebre durante o despejo (Livro IV, capítulo I, Livro IV, capítulo VII)
- Elpidio Stampa: o notário de cinquenta e dois ou três anos, em cujo cartório, na Via del Crocefisso, Vitangelo faz o primeiro experimento (Livro IV, capítulo III)
- Turolla: o empregado do banco de quem os colegas zombam e que abonou um pedido de empréstimo que Firbo recusa, e que depois se junta às testemunhas contra Vitangelo (Livro IV, capítulo V, Livro VII, capítulo IV)
- O sogro: o pai de Dida, nunca nomeado, vestido como um manequim de alfaiate, que foge gritando que o genro é louco e depois ajuda a reunir as provas para interditá-lo (Livro VI, capítulo IV, Livro VI, capítulo V, Livro VII, capítulo IV)
- Diego e Nina: os criados da casa, a quem Dida deixa a ordem de recolher e levar as coisas dela para a casa do pai (Livro I, capítulo VI, Livro VI, capítulo II)
- Bibi: a cadela de Dida, a única testemunha a quem Vitangelo confia o medo de ser olhado, a que ele chuta, e que insiste em entrar em todas as igrejas (Livro V, capítulo III, Livro V, capítulo IV, Livro VII, capítulo V)
- O vizinho aposentado: o inquilino silencioso e bem-vestido do pequeno apartamento feito dos cômodos do pai, que cumprimenta Vitangelo na escada e o tem por dentro como um perfeito imbecil (Livro II, capítulo II)
- Porcu: o sardo de Richieri que responde limpo e sorridente a quem o chama de senhor Porcu, citado para mostrar um nome que não pesa (Livro III, capítulo II)
- Suor Celestina: a freira da Abadia, tia de Anna Rosa e tida por meio louca, no parlatório de quem Vitangelo deve esperá-la (Livro VII, capítulo II, Livro VII, capítulo III)
- Monsenhor Vivaldi: o bispo anterior, de fausto e generosa munificência, cuja carruagem de parelha a cidade ainda tem na memória (Livro VII, capítulo VI)
- Antonio Sclepis: o cônego, diretor do Colégio dos Oblatos, alto e quase diáfano, que promete cuidar da defesa de Vitangelo e arma a doação de tudo (Livro VII, capítulo VII, Livro VIII, capítulo III)
- O louco do terraço: o homem que, de cabelos ruivos ao vento, faz voar uma coberta vermelha num terraço em frente ao palácio do bispo, e a quem Vitangelo diz «Como eu» (Livro VII, capítulo VII)
- O juiz de instrução: o magistrado honesto e escrupuloso, com algo de toupeira, que instrui o processo contra Anna Rosa e visita Vitangelo convalescente (Livro VIII, capítulo I, Livro VIII, capítulo II)