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Perguntas · O Cortiço

Como termina O Cortiço?

O Cortiço termina com a morte de Bertoleza, que se mata com a faca de cozinha quando o antigo senhor chega com dois policiais para levá-la de volta, e com a chegada, nesse mesmo instante, de uma comissão de abolicionistas que vem entregar a João Romão o diploma de sócio benemérito. O livro fecha com ele mandando levá-los à sala de visitas.

O fim vem do casamento. Na noite em que Miranda lhe confirma que Zulmira o aceita, João Romão não sabe o que fazer de Bertoleza, que dorme num vão de escada. Desce à meia-noite com uma vela, pensando em esganá-la, mas ela levanta a cabeça de olhos abertos e ele recua. De manhã, o parasita Botelho pergunta se ela era escrava quando ele tomou conta dela, e João Romão encontra a saída: "entregá-la ao seu senhor, restituí-la legalmente à escravidão". Combina com Botelho uma gratificação para que ele trate do caso.

Numa tarde, João Romão espera numa confeitaria da Rua do Ouvidor a família de Miranda, enquanto Botelho avisa que o dono de Bertoleza virá com a polícia. Em casa, um homem entra com duas praças e vai até a cozinha, onde ela escama peixe para a ceia do amante. Bertoleza reconhece o filho mais velho do primeiro senhor e entende tudo: "adivinhou que tinha sido enganada; que a sua carta de alforria era uma mentira". Antes que os soldados a alcancem, rasga o ventre com a faca. João Romão, que foge para o canto mais escuro do armazém, é encontrado ali pelos abolicionistas, e manda recebê-los na sala.

Nos capítulos anteriores o narrador já tinha fechado outros destinos. O cortiço "aristocratizava-se", com carta de fiança na entrada e preços mais altos. Pombinha, separada do marido, vai morar com a cocote Léonie, e Piedade, ébria e sem trabalho, é despejada e se refugia com a filha no Cabeça-de-Gato. O livro não mostra o casamento de João Romão com Zulmira: deixa-o decidido, com o título de visconde ainda por vir.

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