Capítulo VI: O domingo e a volta de Rita Baiana
Resumo da seção
Num domingo de abril, as lavadeiras trocam o avental pelo lenço novo, os homens jogam, leem e bebem na venda de João Romão, e Bertoleza continua ao fogão da casa de pasto. A chegada de Rita Baiana, que reaparece depois de três meses em Jacarepaguá com Firmo, revoluciona a estalagem: todos a cercam, e ela, que diz viver com um homem de cada vez mas não quer casar, brinca com o velho Libório e anuncia um pagode para a noite, porque as patuscadas dela são as melhores do cortiço. Ao reparar nos novos vizinhos do número 35, pergunta quem são, e lhe respondem que são Jerônimo e Piedade, casal que entrou depois que ela partiu.
Pombinha, de vestido novo, deixa para os domingos o serviço de escrevente: passa o dia escrevendo as cartas que os trabalhadores e as lavadeiras ditam, um de cada vez, porque nenhum quer dar o recado diante de mais ninguém.
Análise
a Bertoleza, sempre suja e tisnada, sempre sem domingo nem dia santo, lá estava ao fogão, mexendo as panelas e enchendo os pratos
O narrador põe esta linha no meio da descrição do dia de descanso para que se veja o contraste: todos mudaram de roupa, só ela segue no mesmo ofício. O texto não diz se ela fica por falta de escolha ou por trabalhar para o negócio de João Romão, e as duas leituras cabem.
Assinatura
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Capítulo VII: Jantares, o grito de Miranda e o pagode
Resumo da seção
Às três da tarde chegam Firmo, amante atual de Rita Baiana, e o amigo Porfiro, com violão e cavaquinho. Firmo é torneiro hábil e vadio, que gasta numa pândega o que ganha numa semana e já fora capoeira de eleição, e a amizade dele com Rita é feita de ciúmes, brigas e reconciliações. Os dois jantares vizinhos, o dela no número 9 e o de das Dores no 8, ficam cada vez mais ruidosos, e Jerônimo e Piedade recusam os convites das duas mesas para jantar sozinhos, em paz. Quando o barulho chega ao sobrado, Miranda, que também tem convidados, aparece furioso à janela, com um trinchante na mão, e ameaça chamar a polícia. Firmo o desafia aos gritos, Alexandre, já fardado, adverte o negociante de que insultar não é prudente, e Miranda é puxado para dentro por Dona Estela, Zulmira, Henrique e Botelho. Rita responde que ninguém tem de incomodá-los por passarem o domingo em casa com os amigos, e os dois mulatos e Bruno concordam.
À noite, Libório aparece para comer e quase se engasga; Albino é alvo das brincadeiras da roda; e o grupo comenta o que Leocádia e Alexandre dizem ter visto da família do sobrado, sobre Dona Estela com o estudante e o namoro de Zulmira com um rapaz de lunetas. João Romão e Bertoleza também chegam a ver o pagode. Jerônimo toca na guitarra o fado saudoso dos portugueses, mas o chorado de Firmo e Porfiro cala a toada, e Rita dança no meio da roda; ele, que desde que chegou ao Brasil sente a luz, as frutas e as mulheres da terra agirem sobre ele, fica preso à dança e esquece Piedade e as horas. De madrugada, sozinho no pátio, sente que os cabelos da mulata formam dentro dele um ninho de cobras, e decide não dormir, porque já é quase hora de entrar no serviço.
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