As frases de O Cortiço que melhor resumem o livro são estas sete, com quem diz cada uma e em que capítulo.
"Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular; de reduzir tudo a moeda." É o narrador, no capítulo I, sobre João Romão, que vende o ovo de que gosta em vez de comê-lo.
"Nunca nos entrou cá a polícia, nem nunca a deixaremos entrar!" É João Romão, no capítulo IV, mostrando o pátio da estalagem ao cavouqueiro Jerônimo.
"Não há como viver cada um senhor e dono do que é seu!" É Rita Baiana, no capítulo VI, ao recusar a ideia de casar.
"E Jerônimo abrasileirou-se." É o narrador, no capítulo IX, depois de contar que o cavouqueiro trocou o vinho pela aguardente de cana, o bacalhau pelo feijão-preto e passou a fumar com os amigos.
"Quem me comeu a carne tem de roer-me os ossos!" É Bertoleza, no capítulo XXI, quando exige de João Romão ficar ao lado dele e ter a sua parte.
"O cortiço aristocratizava-se." É o narrador, no capítulo XXII, quando a estalagem passa a exigir carta de fiança e a subir os preços.
"Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca! trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito." É o narrador, no capítulo XXIII, no mesmo instante em que Bertoleza se mata na cozinha.