O Cortiço é um romance naturalista, o mais conhecido do naturalismo brasileiro, publicado em 1890 por Aluísio Azevedo. É um romance de observação do meio, em prosa, com 23 capítulos numerados, sem partes e sem títulos.
Em vez de seguir só uma pessoa, conta ao mesmo tempo a ascensão de João Romão e a vida da multidão que mora no cortiço, e por isso o lugar pesa tanto quanto qualquer personagem: o narrador descreve a estalagem como "uma coisa viva". É um romance de cenas coletivas, a manhã do cortiço, o pagode, a briga com a polícia, o incêndio, mais do que de um só conflito.
O que o separa do romance romântico é o modo de olhar o meio e o corpo, sem as conveniências, e de explicar os atos pelo lugar em que as pessoas vivem. Esse método está explicado na pergunta sobre o naturalismo em O Cortiço.