O livro explica a mudança de Jerônimo pelo meio, pela terra nova, pela comida, pela música e pelo desejo por Rita Baiana, mas as cenas mostram também decisões dele. O narrador nunca diz de uma vez qual das duas coisas pesa mais.
Jerônimo chega sério, econômico e respeitado, com "a sua alma de desterrado" voltada para as aldeias da infância. No pagode de domingo, o chorado de Firmo e Porfiro cala o fado que os portugueses cantavam, e é em Rita, que dança no meio da roda, que ele concentra "a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui". No dia seguinte, doente, é tratado por ela com café forte e parati, e "mal, porém, a sua carne lhe tocou na carne, um desejo ardente apossou-se dele".
A transformação vem em detalhes do cotidiano: "a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa", o feijão-preto toma o lugar do bacalhau, o café enche a casa. O narrador resume: "pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se". Piedade, ao contrário, muda só por fora.
Depois disso, o que ele faz é escolha visível: briga com Firmo, planeja a vingança, paga os dois companheiros, guarda a navalha e propõe a Rita que partam juntos. Mais tarde, promete pagar o colégio da filha e não paga, e o texto o mostra "com um ar triste de vicioso envergonhado que não tem ânimo de deixar o vício". O que o livro tira de Jerônimo em dinheiro, poupança e posição, tira também em família, e quem paga primeiro é Piedade.