Miranda é o negociante português dono do sobrado ao lado da venda de João Romão: casado com Dona Estela por um dote, pai de Zulmira, inveja o vizinho, sonha com um título, recebe o de Barão do Freixal e acaba aceitando o antigo rival como genro.
O livro diz que a casa comercial dele "garantia-se com o dote que ela trouxera, uns oitenta contos em prédios e ações da dívida pública" e que ele "prezava, acima de tudo, a sua posição social". Quando João Romão ergue o cortiço debaixo das janelas do sobrado, Miranda tenta comprar um pedaço do terreno do vizinho e é recusado. Dois anos depois, já não suporta a prosperidade dele, e é desse incômodo que, diz o narrador, nasce no seu coração um novo ideal: o título.
Num domingo de pagode, aparece à janela "com o seu tipo de comendador, a barriga empinada para a frente, de paletó branco, um guardanapo ao pescoço e um trinchante empunhado na destra, como uma espada", e ameaça chamar a polícia. Em casa tem o estudante Henrique, filho de um fazendeiro cliente, e o parasita Botelho, que concorda com ele contra Estela e com Estela contra ele. O jornal traz a notícia do título de Barão do Freixal, e é essa notícia que tira o sono de João Romão.
Depois que o vizinho se refaz de roupa e de hábitos, Miranda passa a tirar-lhe o chapéu. Na manhã seguinte ao incêndio, felicita-o porque tudo estava no seguro e comenta dos moradores desabrigados: "Nada têm que perder!". Vai ao teatro com ele, recebe-o para jantar, vê o sobrado dele subir mais alto que o seu e confirma que Zulmira o aceita. O vizinho de quem sentia inveja vira genro.