Pombinha é a moça mais querida do cortiço, filha de Dona Isabel, que escreve as cartas e faz as contas dos vizinhos e que o livro acompanha da vida na estalagem ao casamento desfeito e à vida com a cocote Léonie.
O narrador a apresenta na manhã do cortiço: "A filha era a flor do cortiço. Chamavam-lhe Pombinha", loura, pálida, enfermiça, "com uns modos de menina de boa família". É ela quem escreve as cartas, faz o rol das lavadeiras, tira as contas e lê o jornal para quem quiser. A mãe, viúva de um dono de casa de chapéus que quebrou, só aceita casá-la com o noivo, João da Costa, depois que a filha deixe de ser menina, mesmo sabendo que o casamento as tiraria da estalagem.
No domingo da festa do título de Miranda, Pombinha passa a tarde com a mãe na casa de Léonie e volta calada, trazendo "impressões de íntimos vexames, que nunca mais se apagariam por toda a sua vida". Dois dias depois, no capinzal atrás do cortiço, vem o que a mãe esperava, e o casamento é marcado. Quando Bruno lhe pede que escreva a Leocádia, ela vê pela primeira vez o que as cartas escondiam, e só não rompe o noivado por causa da mãe.
Depois de dois anos de casada, faz de tudo para ser a esposa que o marido queria, escorrega para um poeta boêmio e depois para um ator, é abandonada, vai morar com Léonie e vira cocote, sustentando a mãe até a morte dela. O livro não decide se foi o meio que a levou ou se foi uma mulher cansada de fingir que escolheu outra vida. Nas visitas ao cortiço, protege a filha de Piedade.