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Recurso literário

Ironia

Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.

Em O Cortiço

a tal carta de liberdade era obra do próprio João Romão, e nem mesmo o selo, que ele entendeu de pespegar-lhe em cima, para dar à burla maior formalidade, representava despesa porque o esperto aproveitara uma estampilha já servida

O narrador chama de "esperto" quem forja a carta e poupa até a estampilha, e fala em "maior formalidade" de uma burla: o elogio aparente deixa à mostra a fraude e a mesquinharia do personagem.

Capítulos I a II: O cortiço de João Romão e a casa de Miranda, o narrador

lançava para baixo olhares de desprezo sobre aquela gentalha sensual, que o enriquecera, e que continuava a mourejar estupidamente, de sol a sol, sem outro ideal senão comer, dormir e procriar
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Capítulos XII a XIV: Casamento, cortiço rival e plano de vingança, o narrador

Seria um ato de justiça!
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Capítulos XVIII a XX: Libório, as obras e a queda de Piedade, João Romão

O cortiço aristocratizava-se.
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Capítulos XXI a XXIII: O fim de Bertoleza e a ascensão de Romão, o narrador

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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