Clavis Libri

Os Demônios

Símbolos

Os porcos e a epígrafe O livro abre com duas epígrafes, e a segunda dá o título ao romance. A primeira são versos de Púchkin sobre viajantes perdidos numa tempestade, levados em roda por um demônio, que veem passar um bando em lamento e perguntam se é o enterro de um duende ou o... A folha e os cinco segundos São duas imagens com que Alexei Kiríllov tenta provar que o homem já é feliz e não sabe. A primeira é uma folha de árvore. Kiríllov viu uma, amarelada e podre nas bordas, levada pelo vento, e lembrou a folha verde, brilhante, de nervuras e sol, que aos dez... O ícone e a lamparina O canto do ícone com a lamparina acesa, que na casa russa marca o lugar da reza, aparece no romance em mãos que não sabem se creem. É a lamparina que a velha surda acende no quarto de Alexei Kiríllov, a que o próprio Kiríllov acende quando ela não tem tempo,... O incêndio de Zariétchie Na noite do baile de Yúlia Mikháilovna von Lembke, o bairro de Zariétchie, do outro lado do rio, pega fogo em três pontos ao mesmo tempo, e uma rua inteira arde até o amanhecer. O fogo vinha anunciado: Piotr Stiepánovitch Verkhoviénski o conta entre os meios... A aranha Uma aranha percorre o romance em quatro bocas e três tamanhos. Para Alexei Kiríllov, é a aranhazinha que sobe pela parede e a quem ele diz ser grato por subir. Para Lizavieta Nikoláievna Tuchina, é uma aranha enorme e má, do tamanho de um homem, no lugar... Os folhetos Folhas impressas circulam no romance em duas direções que não se encontram. De um lado, as proclamações anônimas: de edição estrangeira, jogadas à noite em fábricas e em casas, algumas com um machado desenhado no alto, outras em versos, que o governador... A estrada real A estrada é o último cenário de Stiepan Trofímovitch Verkhoviénski. Depois de mais de vinte anos de convivência com Varvara Pietrovna Stavróguina, ele sai a pé, de guarda-chuva e bengala, com um saco no ombro, sem passaporte e sem destino que dê para dizer em...