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Perguntas · A Montanha Mágica

Como termina A Montanha Mágica?

A Montanha Mágica termina com a eclosão da Grande Guerra, que o livro nunca data mas anuncia pelo atentado contra o príncipe herdeiro e pelo ultimato à Sérvia, os sinais da Primeira Guerra Mundial: depois de sete anos no sanatório, Hans Castorp desce à planície e reaparece como soldado num regimento de voluntários, avançando na lama, sem que o narrador diga se ele sobrevive.

No capítulo VII, na seção "O trovão", o narrador chama a guerra de trovão que "faz explodir a montanha mágica" e lança o protagonista, como um dorminhoco, diante dos portões. Settembrini se despede dele na estação, chamando-o pela primeira vez de "Giovanni" e tratando-o por "você", e o manda descer e lutar lá aonde o enviam os laços do sangue.

A última cena mostra Hans Castorp correndo sob bombardeio e cantando a meia voz versos de "A tília", de Schubert, canção que a seção "Abundância de harmonia", no mesmo capítulo, apresenta entre as favoritas dele no gramofone do sanatório. O narrador se despede dele, admite que as perspectivas não são boas e fecha o livro com uma pergunta: se desta "festa mundial da morte" ainda surgirá o amor.

O desfecho troca a resposta por uma esperança em forma de pergunta, e isso é coerente com o resto do livro. O que tira Hans Castorp da montanha não é uma decisão dele, mas um acontecimento histórico vindo de fora; e a frase que resolveria tudo, formulada na tempestade de neve do capítulo VI, já se apagava dele na mesma noite.

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