Settembrini defende a razão, o progresso, a democracia e os direitos do homem; Naphta defende a fé, a autoridade da Igreja, o governo de Deus sobre a terra e o terror como meio de chegar a ele. Um quer libertar o indivíduo, o outro quer submetê-lo a um absoluto.
A oposição aparece em quase todos os assuntos. Sobre a doença, Settembrini diz no capítulo IV que ela "absolutamente não é nobre", e Naphta responde no capítulo VI que "quanto mais enfermo, tanto mais humano". Sobre o conhecimento, Settembrini confia na razão, e Naphta cita Santo Agostinho: "Creio para compreender". Na política, Settembrini chama a democracia de corretivo de todo absolutismo do Estado; Naphta diz que o proletariado assumiu a obra de Gregório Magno, fundador da Cidade de Deus, e chega à "necessidade do terror".
O romance não dá razão a nenhum dos dois. Ao fim de uma disputa, o narrador registra "a grande confusão", e Hans Castorp, na tempestade de neve, chama ambos de charlatães. O desfecho repete a recusa: diante de Peeperkorn, um homem sem ideia nenhuma, os dois ficam sem força; no duelo, Settembrini atira para o ar e Naphta se mata.