Hans Castorp fica sete anos porque, na terceira e última semana da visita, a febre e o exame do dr. Behrens o declaram doente; a partir daí ele nunca decide partir, e só a guerra o tira de lá.
O motivo imediato é médico. No capítulo IV, um resfriado leva a enfermeira-chefe a lhe vender um termômetro, que marca 37,6. Behrens o examina e conclui que ele era, "clandestinamente, um dos nossos", e que não vale a pena regressar. O ar da montanha, explica o médico, é bom contra a doença e também para ela, porque faz irromper a doença latente.
Mas o romance dá uma razão mais funda, e a dá antes do diagnóstico. No capítulo II, o narrador explica que a época de Hans Castorp não respondia à pergunta "para quê?", e que sem essa resposta só um isolamento heroico ou uma vitalidade muito robusta permitem empreender uma obra maior; ele não tinha nenhum dos dois. Um jovem sem rumo encontra no sanatório um mundo inteiro, com rotina, mestres e paixão.
Ele também nunca escolhe ficar. No capítulo III recusa partir para não parecer covarde; no capítulo VI o tio James Tienappel sobe para levá-lo e volta sozinho; e no capítulo VII é a guerra, e não uma decisão dele, que o devolve à planície.