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Perguntas · A Montanha Mágica

O que acontece na Noite de Walpurgis em A Montanha Mágica?

A Noite de Walpurgis, última seção do capítulo V, é a festa de Carnaval do sanatório em que Hans Castorp, com o pretexto de pedir um lápis, se declara a Clawdia Chauchat, inteiramente em francês.

Na terça-feira de Carnaval, a sala de refeições se enche de serpentinas, e Hans Castorp, animado pelo champanhe misturado com borgonha, chega a tratar Settembrini por "você". No jogo de desenhar porquinhos de olhos fechados, atravessa a sala para pedir um lápis a Clawdia, repetindo o gesto com que, aos treze anos, pedira um lápis ao colega Pribislav Hippe. Os dois conversam a sós numa saleta, e ele explica por que fala francês: falar numa língua que não é a sua é falar sem responsabilidade, como em sonho.

Hans Castorp liga a paixão presente ao amor de colégio e, já de joelhos, diz que o corpo, o amor e a morte são uma coisa só. Clawdia o chama de "petit bourgeois", anuncia que parte no dia seguinte e sai pedindo o lápis de volta.

A cena começa e termina no mesmo pequeno objeto emprestado, e junta numa declaração de amor o que o capítulo vinha preparando desde a radiografia e as leituras de anatomia: a doença, a morte e a paixão. O nome da seção vem da noite das bruxas do Fausto, de Goethe, e o paralelo está na própria festa: Settembrini, ainda à mesa, cita o que chama de "obra-prima" da literatura alemã e aponta Clawdia como Lilith, a primeira mulher de Adão.

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