Joachim Ziemssen é o primo de Hans Castorp: um jovem militar internado no sanatório de Davos, que só pensa em voltar ao regimento e cuja doença é o motivo da visita que abre o romance.
Quando o primo chega, Joachim já fala a língua do lugar: diz que três semanas representam quase nada "aqui em cima" e, no primeiro jantar, resume o sanatório numa frase seca, "Aqui não há tempo nem vida". Mede a febre quatro vezes por dia, e é dele o coração que Hans Castorp vê primeiro na radiografia.
No capítulo VI, cansado de esperar, parte para o regimento com o que o narrador chama de "meia autorização" e, na estação, chama o primo pelo prenome pela primeira vez, pedindo que ele venha logo também. Adoece de novo no regimento, volta a Davos e morre no sanatório, no meio de uma frase sobre um pedido de prorrogação da licença. O dr. Behrens resume a morte dele na língua militar: "Safou-se para o campo da honra".
Joachim desce por convicção e por escolha própria: vai servir e volta para morrer. Hans Castorp só desce anos depois, e não por escolha, mas pela guerra; o primo que queria ser soldado morre no sanatório, e é o paisano quem acaba no campo de batalha. No capítulo VII, Joachim ainda reaparece numa sessão espírita, com a barba de guerreiro dos últimos dias.