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Perguntas · A Montanha Mágica

Quem é Peeperkorn em A Montanha Mágica?

Pieter Peeperkorn é um holandês colonial, nascido em Java e plantador de café, que chega ao sanatório no capítulo VII junto com Clawdia Chauchat e domina qualquer roda pela simples presença, quase sem terminar uma frase.

Doente de uma febre maligna contraída nos trópicos, ele fala por fragmentos, e mesmo assim todos à mesa acham ter ouvido algo de grande peso. O narrador diz que quem o via sabia de repente o que era uma personalidade. Ao lado dele, a discussão entre Settembrini e Naphta perde a força. Peeperkorn eleva o vinho, a comida e o sono a dádivas da vida e faz do sentir um dever religioso: se o homem fracassa no sentimento, irrompe "a ignomínia de Deus".

Sabendo do passado de Hans Castorp com Clawdia, chama-o de irmão e lhe propõe uma aliança selada a vinho, em vez de um acerto de armas que diz não poder lhe dar por causa da idade e da doença. Mais tarde, mata-se com veneno, usando um instrumento que imita as presas de uma naja.

Peeperkorn é a peça mais estranha e mais decisiva do livro: a resposta ao duelo dos pedagogos não é uma terceira doutrina, é uma presença. Quem resume o romance pelas teses de Settembrini e de Naphta perde justamente isso.

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