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Símbolo

O termômetro

O que é

O termômetro que os pacientes do O Berghof põem na boca quatro vezes por dia, sete minutos de cada vez. Hans Castorp compra o seu por conselho da enfermeira-chefe, a srta. von Mylendonk, e a primeira medição marca 37,6 graus.

Onde aparece

No capítulo III, Joachim explica que é com ele que se percebe o que é um minuto, e a discussão de Hans Castorp sobre a medida do tempo nasce encostada nesse ritual.

O argumento nasce encostado no ritual mais repetitivo do capítulo, a tomada de temperatura: Joachim mede sete minutos com o termômetro (ver O termômetro) na boca quatro vezes por dia justamente porque, disse ele mesmo, é assim que se percebe "o que propriamente representa um minuto". O debate abstrato sobre o tempo tem sua prova de bancada na própria rotina do sanatório: a discussão sobre o sentido do tempo continua no capítulo seguinte, ver Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro.
Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini

No capítulo IV, a seção que leva o nome dele é a que transforma a visita em internação.

Aqui em cima, a menor unidade de tempo era o mês, O termômetro
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro
É a mesma lógica do Excurso, agora encarnada no corpo: o ar que deveria abreviar a doença é o que a revela e a alonga, tal como o hábito que deveria descansar o organismo é o que faz o tempo desaparecer sem se notar.
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro

O que significa

O termômetro é o instrumento em que o tempo e a doença viram uma só medida: os sete minutos em que se mede a febre são o único tempo do Berghof que ainda se conta em minutos, e o número que ele mostra decide quantos meses o paciente fica.

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