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Recurso literário

Ironia

Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.

Em Inferno

Cagnazzo, a essa fala, ergueu o focinho e, balançando a cabeça, disse: ouve a malícia que ele pensou para se atirar lá embaixo! Ao que ele, que tinha laços de sobra, respondeu: sou malicioso demais, quando procuro a maior tristeza dos meus.

Ao se declarar "malicioso demais", o navarrês admite a esperteza no mesmo instante em que a usa. A autoacusação aparente é uma saída: ele diz o contrário do que quer, e a confissão serve ao plano.

Cantos XVIII a XXII: As cinco primeiras valas, Cagnazzo, um dos diabos, e o navarrês, que propõe assobiar para chamar outros condenados

mas estende agora a mão para cá; abre-me os olhos. E eu não os abri; e foi cortesia ser vilão com ele.
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Cantos XXXI a XXXIV: O gelo e Lúcifer, Dante, ao negar a frei Alberigo o que prometera, na Tolomea

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