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Recurso literário

Paradoxo

Afirmação que parece contradizer a si mesma ou o bom senso, mas que, pensada, revela uma verdade.

Em Inferno

por tais defeitos, não por outra culpa, estamos perdidos, e ofendidos só nisto: que sem esperança vivemos em desejo.

A frase junta "sem esperança" e "em desejo": quem deseja costuma esperar, e aqui as duas coisas se separam. O aparente contrassenso diz a pena inteira do Limbo, um querer que não tem para onde ir.

Cantos I a IV: A selva e a porta, Virgílio, explicando a Dante o que são as almas do Limbo, onde ele mesmo habita

ó Capaneu, é em não se apagar a tua soberba que és mais punido; nenhum martírio, fora a tua raiva, seria à tua fúria dor completa.
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Cantos XIII a XVII: Os violentos, Virgílio, a Capaneu, o blasfemo que desafia Júpiter debaixo da chuva de fogo

aqui a piedade vive quando está bem morta; quem é mais celerado do que aquele que se compadece do juízo de Deus?
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Cantos XVIII a XXII: As cinco primeiras valas, Virgílio, repreendendo Dante, que chora diante dos adivinhos

e a cabeça cortada tinha pelos cabelos, pendente da mão à maneira de lanterna; e ela nos olhava e dizia: ai de mim! De si fazia para si mesmo lamparina, e eram dois em um e um em dois; como pode ser, sabe aquele que assim governa.
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Cantos XXVII a XXX: Guido, Maomé, os falsários, Dante, descrevendo a figura de Bertran de Born, que carrega a própria cabeça como lanterna

eu não morri e não fiquei vivo; pensa agora por ti, se tens flor de engenho, qual me tornei, privado de um e de outro.
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Cantos XXXI a XXXIV: O gelo e Lúcifer, Dante, ao ver Lúcifer, no centro do universo

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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