Voltar à mesma palavra, à mesma frase ou à mesma construção, no começo de versos ou de frases seguidas (anáfora) ou ao longo do texto, para dar ritmo, ênfase ou insistência.
Em Inferno
tu és o meu mestre e o meu autor, tu és o único de quem tomei o belo estilo que me deu honra.
O "tu és" volta no começo das duas orações, e o "meu" se repete em "meu mestre" e "meu autor". O ritmo é o de uma declaração solene e põe Virgílio no centro de toda a frase, sem espaço para outra autoridade.
Cantos I a IV: A selva e a porta, Dante, ao reconhecer Virgílio na encosta deserta, no canto I
amor, que ao coração gentil logo se prende, prendeu este pela bela pessoa que me foi tirada, e o modo ainda me ofende; amor, que a nenhum amado perdoa amar, prendeu-me tão forte do prazer dele que, como vês, ainda não me abandona.
nem a doçura de um filho, nem a piedade pelo velho pai [...] o ardor que tive de me tornar conhecedor do mundo, dos vícios humanos e do valor.
vê como eu me rasgo! vê como Maomé está estropiado! Adiante de mim vai chorando Ali, com o rosto fendido do queixo ao topete.
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.