Crítica de pessoas, costumes ou instituições pelo ridículo, pelo exagero ou pela ironia.
Em Inferno
fizestes de ouro e prata um deus; e que outra coisa vos separa dos idólatras, senão que eles adoram um e vós adorais cem? Ai, Constantino, de quanto mal foi mãe, não a tua conversão, mas aquele dote que de ti recebeu o primeiro pai rico!
Os papas são ridicularizados por um cálculo: o idólatra adora um deus, e eles adoram cem. O exagero numérico torna absurda a Igreja que troca o sagrado por ouro e prata, e a crítica vem pelo riso amargo.