Não há uma frase oficial. Três resumem o romance: «não se pode viver diante de um espelho», no Livro VII; «eu sou esta árvore. Árvore, nuvem; amanhã livro ou vento», no Livro VIII; e a que dá o título ao livro, no Livro I, a de que Moscarda era cem mil, todos com o mesmo nome, dentro de um corpo que era um e nenhum.
A primeira é de Moscarda a Anna Rosa. Ela se mira em todos os espelhos, ele diz que a vida, para se ver, precisa parar e posar, e que conhecer-se é morrer. Quando um sentimento se vê, congela. Daí vem a frase, que resume o espelho do romance inteiro, dita por um narrador que passou o livro se examinando.
A segunda é do fecho. No último capítulo, já no asilo, depois de dizer que o nome é epitáfio e que a vida não conclui, ele diz que é esta árvore, a nuvem, e que amanhã será o livro que lê ou o vento que bebe: tudo fora, vagabundo. É a frase em que o livro mais se aproxima de uma resposta, e o texto deixa em aberto se ela é libertação ou dissolução.
A do título, por fim, é o momento em que as três palavras se juntam pela primeira vez, no capítulo IV do Livro I: os cem mil Moscarda que ele era não só para os outros, mas também para si, todos dentro de um corpo que era um e nenhum, ai de mim.