Dida é a mulher de Vitangelo Moscarda, a pessoa que dispara a crise do romance com uma frase sobre o nariz do marido e que, durante a maior parte do livro, é a testemunha mais próxima de tudo o que ele faz. O livro não a faz vilã: ela ama de verdade o marido que ela mesma construiu.
Filha de um homem que aparece no Livro VI, Dida casou-se com Moscarda quando ele tinha vinte e três anos. Chama-o de Gengè a cada minuto, diz que sabe do que ele gosta e do que não gosta e, no capítulo XII do Livro II, mostra como: desfaz o penteado de moça que agradava aos dois porque deve agradar não a si mesma, mas ao seu Gengè. É sincera com ele, inteira, e por isso Moscarda não consegue chamá-la de falsa.
No Livro III, ela ri alto quando ele lhe pergunta qual é a profissão dele, e o riso desfaz o horror sem lhe devolver nada. No Livro V, depois do despejo de Marco di Dio, trata o ato como travessura do seu Gengè e o repreende. No capítulo VIII, quando ele se queixa de ser chamado de usurário, é o riso dela que o fere no ponto vital, e só então ele manda fechar o banco. Ele a empurra na poltrona, e no Livro VI ela vai embora com Quantorzo, deixando ordem de levar suas coisas para a casa do pai.
Só depois, por Anna Rosa, Moscarda sabe que Dida o julga um tolo e que ela, o sogro, Firbo e Quantorzo reuniram provas para interditá-lo. Mesmo assim ele conclui que, com o seu Gengè, ela não fingia. Tudo o que se sabe de Dida passa pelo olhar de Moscarda ou de Anna Rosa.