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Perguntas · Memórias Póstumas de Brás Cubas

Quem foi o grande amor de Brás Cubas?

Foi Virgília, a mulher que atravessa a vida de Brás Cubas do começo ao fim do livro. Brás a chama de "grão pecado da juventude" e, ao revê-la na doença, diz: "De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois". É a única de quem ele fala em paixões sem freio, embora o texto nunca use a expressão "grande amor".

Virgília é a noiva que o pai lhe destina, filha do Conselheiro Dutra, "uma influência política". Quando Lobo Neves aparece, ela lhe pergunta se a fará baronesa, e ele responde que a fará marquesa, porque será marquês. Anos depois ela volta casada com ele, e é numa valsa que o caso com Brás começa. Recusa fugir e aceita a casinha da Gamboa, porque no espírito dela o amor e a consideração pública estão ligados. Quando o marido é nomeado presidente de província, o casal embarca.

As outras ficam abaixo. Marcela, a espanhola por quem ele se apaixona aos dezessete anos, é a primeira ligação, e o balanço dele é seco: ela o amou "durante quinze meses e onze contos de réis". Eugênia, a moça coxa da Tijuca, desperta nele piedade e o "terror de vir a amar deveras, e desposá-la"; é ela quem diz: "Faz bem em fugir ao ridículo de casar comigo." Nhã-loló, escolhida pela irmã dele para casar com ele, morre de febre amarela antes do casamento, e Brás conclui que "talvez não a amasse deveras".

Tudo isso vem de Brás: o livro nunca entra na cabeça de Virgília, e cada cena dela admite duas leituras, a da mulher que calcula e a da mulher que sofre sem poder dizer.

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