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Perguntas · Memórias Póstumas de Brás Cubas

Qual é o resumo de Memórias Póstumas de Brás Cubas?

Memórias Póstumas de Brás Cubas é o romance em que Brás Cubas, já morto, conta a própria vida, do nascimento no Rio de Janeiro em 1805 à morte em 1869, e termina fazendo o balanço do que não foi nem teve.

O livro abre pelo fim. Brás morreu numa sexta-feira de agosto de 1869, aos sessenta e quatro anos, solteiro, e onze amigos o levaram ao cemitério. Diz que o matou uma ideia: um emplasto anti-hipocondríaco, que aliviaria a melancolia da humanidade e poria o nome dele impresso em toda parte. Doente, recebe a visita de Virgília, a mulher que amou, e tem um delírio em que a Natureza lhe nega mais anos de vida.

Depois a narrativa volta ao berço. Filho de um pai que inventou uma origem nobre para o sobrenome, Brás é um menino mimado que monta no moleque Prudêncio como num cavalo. Aos dezessete anos gasta com a espanhola Marcela o dinheiro que tira do pai e da mãe, e o pai o manda para a Europa, onde ele se forma em Coimbra. De volta, vê a mãe morrer, beija e deixa Eugênia, a moça coxa que conhece na Tijuca, e recebe do pai dois projetos: uma noiva, Virgília, e uma candidatura a deputado. Lobo Neves lhe toma as duas coisas.

Anos depois, Virgília reaparece casada com Lobo Neves, e Brás passa a encontrá-la numa casinha da Gamboa guardada por Dona Plácida. Nesse tempo reencontra o colega de escola Quincas Borba, que de mendigo vira o filósofo do Humanitismo. O caso acaba quando Lobo Neves é nomeado presidente de província e o casal embarca. Brás, já deputado, passa a querer ser ministro; o ministério não vem, ele perde a cadeira e funda um jornal de oposição que morre em meses. No último capítulo, soma as ambições que não se cumpriram e acha um único saldo: não ter tido filhos.

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