Quincas Borba é o colega de escola de Brás Cubas que reaparece, ao longo da vida dele, em três figuras: o mendigo, o herdeiro e o filósofo do Humanitismo. Morre louco, em casa de Brás.
Na escola, fazia de imperador nas festas. Adulto, Brás o encontra no Passeio Público, de roupa gasta, arrastando "os andrajos, como outrora a púrpura". Recebe cinco mil-réis, beija a cédula, recusa trabalhar e anuncia a filosofia da miséria; depois abraça Brás e lhe furta o relógio. Mais tarde devolve um relógio novo, com uma carta que anuncia o Humanitismo, e aparece de sobrecasaca e botas de verniz, herdeiro de um tio de Barbacena.
Como filósofo, expõe a Brás a doutrina entre o frango e o café e passa a empurrá-lo para a ambição: anima o casamento, manda-o fundar um jornal de oposição e chama de capricho a vontade que Brás tem de ser ministro. Quando Brás está acabrunhado, diz que a pior filosofia é a do choramigas que se deita à margem do rio.
O fim é o de quem sabe o que lhe acontece: Quincas volta de Minas demente e consciente disso, e morre em casa de Brás, repetindo que a dor é ilusão. O mesmo personagem reaparece no romance seguinte de Machado, Quincas Borba, que leva o nome dele.