Virgília é a mulher que atravessa a vida de Brás Cubas: a noiva que o pai lhe destina, a esposa de Lobo Neves, a amante da casinha da Gamboa e a visita que o encontra doente no começo do livro. Brás a chama de "grão pecado da juventude".
O pai de Brás a escolhe como noiva e como caminho para uma candidatura a deputado, pois ela é filha do Conselheiro Dutra, "uma influência política". Quando Lobo Neves aparece, Virgília lhe pergunta quando será ministro e se a fará baronesa, e ele responde que a fará marquesa. Ela elege a águia e deixa o pavão. Anos depois volta de São Paulo casada com Lobo Neves, e é numa valsa que começa o caso com Brás.
Virgília recusa fugir com ele e aceita a casinha, porque no espírito dela o amor e a consideração pública estão ligados. Engravida e perde a criança; diante da carta anônima que denuncia o caso, chama a denúncia de calúnia na frente do marido e conta tudo a Brás com uma calma que o perturba. Quando o marido é nomeado presidente de província, o casal embarca. Viúva, chora Lobo Neves com sinceridade, e Brás, que no trajeto de volta não consegue combinar a traição com o choro, acaba achando a combinação possível, e até fácil.
O livro nunca entra na cabeça de Virgília: tudo o que se sabe dela vem de Brás. Por isso quase toda cena admite duas leituras, a da mulher que calcula e a da mulher que sofre sem poder dizer, e o texto sustenta as duas.