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Perguntas · Memórias Póstumas de Brás Cubas

Quem é Dona Plácida em Memórias Póstumas de Brás Cubas?

Dona Plácida é a costureira, antiga agregada da família de Virgília, a quem Brás Cubas entrega a guarda da casinha da Gamboa, onde ele e Virgília se encontram. Filha natural de um sacristão da Sé e de uma doceira, sustentou a filha e a mãe com doces, costura e aulas.

Aceita o papel com custo, de olhos baixos nos dois primeiros meses. Brás inventa uma novela de amores anteriores ao casamento de Virgília, que ela aceita inteira, e lhe dá cinco contos de pecúlio. Ao cabo de seis meses, "quem nos visse a todos três juntos diria que D. Plácida era minha sogra". Ela nunca aceita sentar-se à mesa com os amantes e, quando Virgília diz que ela parece não gostar mais dela, exclama que gosta de Iaiá e a olha fixamente até molhar os olhos.

Numa única cena o livro a deixa falar de si por inteiro: ela conta a vida que teve e confessa: "Eu tinha um medo de acabar na rua, pedindo esmola". É a personagem em que a consciência de Brás mais se acusa: ele reconhece que a tinha baixado ao ofício de medianeira "à custa de obséquios e dinheiros", mas responde à consciência que o vício é muitas vezes o estrume da virtude e vai abrir a porta a Virgília.

Doente, é objeto de um pedido secreto de Virgília: que Brás a ponha na Misericórdia. Ele a manda por cortesia, e ela amanhece morta. Brás conclui que a vida dela serviu aos seus amores, e a cita no balanço final como uma morte que a sorte lhe poupou.

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