Eugênia é a moça de dezesseis anos que Brás Cubas conhece na Tijuca, filha de D. Eusébia, bonita e coxa de nascença. É a mulher que Brás beija e deixa, e a que, anos depois, o encara com dignidade num cortiço.
Quando Brás lhe pergunta se machucou o pé, ela responde sem titubear: "Não, senhor, sou coxa de nascença." Brás se confunde com o que vê: "Por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita?" Julga-a filha espúria, feita de amor e desprezo, e, depois que ela pede "Não desça" e lhe dá o primeiro beijo, admira a arte com que ela disfarça quando a mãe entra, e chama isso de tartufice. Mesmo assim ele desce: o que o decide é a piedade que a candura dela lhe inspira e o terror de amar deveras uma coxa e se casar com ela. Quem diz a frase que ele tinha na cabeça é a própria Eugênia: "Faz bem em fugir ao ridículo de casar comigo."
Brás passa a imaginá-la solitária, calada e laboriosa, imagem que ele mesmo construiu. Quando a reencontra num cortiço, aonde vai distribuir esmolas, "Ergueu logo a cabeça, e fitou-me com muita dignidade". O olhar basta para recusar o dinheiro, e Brás estende a mão a ela como a uma senhora. Ele não pergunta o que lhe aconteceu, e o livro nunca diz o que Eugênia pensa dele.