Os feácios são o povo da ilha de Esquéria, governado pelo rei Alcínoo e pela rainha Arete, que acolhem Odisseu quando ele chega nu e exausto depois do naufrágio e prometem levá-lo para casa. Vivem longe dos outros homens, não cuidam de arcos e aljavas, e sim de mastros, remos e navios, e Alcínoo diz que são excelentes na corrida, na navegação, na cítara, na dança, nas roupas e nos banhos quentes.
O caminho de Odisseu até eles é guiado por Atena. Zeus já havia decidido, no canto V, que ele chegaria à Esquéria e que os feácios o honrariam como a um deus e o mandariam num navio à pátria, com mais presentes do que ele teria trazido de Troia. Atena então envia à princesa Nausícaa um sonho que a leva a lavar roupa no rio, perto do lugar onde o náufrago dorme. Nausícaa o vê, sem medo, manda dar-lhe comida, banho e roupa, e o orienta a pedir ajuda à rainha, pois, se Arete lhe for favorável, há esperança de que ele veja os seus.
No palácio, Odisseu abraça os joelhos de Arete e senta-se nas cinzas, até que o velho Equeneu lembra ao rei que isso não convém. Alcínoo o senta em um trono e promete a escolta; nos jogos, o insulto de Euríalo o faz provar a força; o cantor Demódoco lhe arranca lágrimas, e o rei, que as percebe, exige finalmente o nome. A hospitalidade deles é a de quem acolhe sem exigir primeiro um nome nem um motivo: a escolta é dada antes de se saber quem ele é.
O preço dessa generosidade aparece no fim. Poseidon, de quem os feácios descendem, se indigna de que eles escoltem todos sem dano, e o pai de Alcínoo já avisara que um dia o deus afundaria uma de suas naus na volta e cobriria a cidade com um grande monte. Quando os feácios deixam Odisseu dormindo em Ítaca, o aviso se cumpre em parte: Poseidon transforma a nau em pedra. Alcínoo, ao saber, ordena que cessem as escoltas.