Nikolai Vsievolódovitch Stavróguin é o filho único de Varvara Pietrovna, a mulher mais rica da cidade, e o centro de Os Demônios: todos o querem como bandeira, e ele recusa cada pedido sem achar onde gastar a própria força.
Foi educado desde os oito anos por Stiepan Trofímovitch, passou pela cavalaria da Guarda, por dois duelos e por um regimento de infantaria, onde foi rebaixado a soldado, e viajou mais de três anos pela Europa, pelo Egito e pela Islândia. Volta à cidade aos vinte e cinco anos, belo de um jeito que desagrada: o cronista diz que, de tão perfeito, o rosto dele lembrava uma máscara. Seis meses depois, puxa um velho pelo nariz, beija a mulher de Lipútin na boca e morde a orelha do governador, e a cidade chama de doença o que viu.
Casou em segredo com a coxa Mária Timofêievna. Dele vêm as ideias que os outros levam a sério: Kiríllov, o homem-Deus; Chátov, o povo que carrega Deus. Piotr o inventou no estrangeiro para fazer dele o Ivan Czariêvitch, o chefe que se oculta. Ele atravessa o livro sem aceitar dívida alguma, e quando os Lebiádkin são mortos, diz a Liza que não matou e era contra, mas sabia e não deteve os assassinos.
Termina enforcado, depois de escrever a Dária que teme o suicídio porque teme mostrar magnanimidade, o “último engano”. Os médicos descartam a loucura. O romance deixa em aberto o que há atrás da máscara, e o capítulo «Com Tíkhon» é o que lhe dá fundo.