Stiepan Trofímovitch Verkhoviénski é o liberal idealista dos anos 1840 que abre o livro e a genealogia dele: sustentado há vinte anos por Varvara Pietrovna, educou Stavróguin e é pai de Piotr, e morre dizendo que mentiu a vida inteira.
O cronista o apresenta pelo papel que ele ama, o de perseguido e exilado, que nunca foi. A obra é pouca: conferências, uma tese, um poema alegórico apreendido e depois impresso no estrangeiro. Vive de cartas e de crises, esmurra a parede, chora no ombro do cronista; Varvara Pietrovna o inventou e foi a primeira a crer na invenção. Casam-no, por conveniência, com a pupila Dária, e o filho Piotr lê em voz alta a carta dele sobre «pecados alheios»; Varvara o expulsa.
Na matinê literária, sobe ao estrado para reconciliar as gerações, diz que sem a beleza a humanidade não pode viver e é vaiado. Foge a pé pela estrada, adoece numa estalagem e pede a Sófia Matvêievna a passagem dos porcos, que aplica à Rússia, a si e ao filho. Na crise, confessa que o principal é que ele mesmo acredita em si quando mente.
Varvara Pietrovna chega e o acolhe, e ele lhe diz pela primeira vez em francês que a amou a vida toda. Antes de morrer, confessado e comungado, faz uma profissão de fé sobre o amor e a imortalidade: se há Deus, também ele é imortal. O romance não decide se é conversão tardia ou o último raciocínio de quem sempre argumentou por afeição.