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Recurso literário

Ironia

Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.

Em Os Demônios

O "liberalismo superior" e o "liberal superior", isto é, o liberal sem objetivo nenhum, só são possíveis na Rússia.

O adjetivo “superior” soa como elogio, mas qualifica um liberal “sem objetivo nenhum”. O narrador diz uma coisa para que se entenda outra: o título honroso descreve, na verdade, uma vaidade sem consequência.

Primeira Parte: O pai dos demônios, o cronista

Piotr Stiepánovitch é o conciliador universal; esse é o papel dele, a doença dele, o cavalo de batalha [...] como realista, ele não pode mentir, e a verdade lhe é mais cara que o sucesso... exceto, claro, nos casos particulares em que o sucesso é mais caro que a verdade.
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Primeira Parte: A bofetada, Stavróguin, sobre Piotr Stiepánovitch

Nikolai Vsievolódovitch, um capitão qualquer [...] não para de me escrever cartas indecentes [...] Se ele é mesmo seu parente, proíba-o de me ofender e livre-me dos aborrecimentos.
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Segunda Parte: A cidade em desordem, Lizavieta Nikoláievna

Sim, tenho o infortúnio de ser parente desse homem. Sou marido da irmã dele, nascida Lebiádkina, e faz quase cinco anos.
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Segunda Parte: A cidade em desordem, Stavróguin

Ficaremos só nós, que de antemão nos destinamos a receber o poder: os inteligentes, juntaremos a nós; os tolos, cavalgaremos. Disso vocês não devem se envergonhar. É preciso reeducar a geração para torná-la digna da liberdade.
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Terceira Parte: A última decisão, Piotr Stiepánovitch

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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