Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.
Em Os Demônios
Ele não existe, mas existe. Na pedra não há dor, mas no medo da pedra há dor. Deus é a dor do medo da morte. Quem vencer a dor e o medo, esse mesmo se tornará deus.
“Na pedra não há dor, mas no medo da pedra há dor” repete a frase quase inteira, trocando só o lugar da dor. O paralelismo faz o raciocínio andar em passos curtos e quase matemáticos.
Primeira Parte: Os fios se atam, Kiríllov
Pense que a senhora é uma moça, e eu, ainda que seja o seu amigo mais dedicado, sou para a senhora, mesmo assim, uma pessoa de fora: não sou marido, nem pai, nem noivo.
Primeira Parte: A bofetada, Stavróguin, a Mária Timofêievna
Pensei naquele instante: quem de nós é mais baixo? Ele, que me abraça para me humilhar na mesma hora, ou eu, que o desprezo, e a ele e à sua face, e na mesma hora a beijo, embora pudesse virar o rosto... arre!
Segunda Parte: A cidade em desordem, Stiepan Trofímovitch
Sem o inglês a humanidade ainda pode viver, sem a Alemanha pode, sem o homem russo é mais que possível, sem a ciência pode, sem o pão pode, só sem a beleza é impossível, pois não haveria absolutamente nada a fazer no mundo.
Terceira Parte: A festa e o incêndio, Stiepan Trofímovitch
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.