Grúchenka é a mulher que o velho Fiódor e o filho Mítia disputam, uma moça de vinte e dois anos, de pele branca e olhos cinza-azulados, que mora num pavilhão alugado da viúva Morózova, sustentada pelo velho comerciante Samsónov. A cebola é a fábula que ela conta a Aliócha, na noite seguinte à morte do stáriets Zossima.
Grúchenka foi seduzida e abandonada por um oficial há cinco anos, foi recolhida por um velho comerciante, o Samsónov, e aprendeu a negociar. Atormenta os dois Karamázov com o seu jogo. Na noite seguinte à morte de Zossima, Rakítin leva Aliócha à casa dela para ver a queda do justo, e ela planeja devorá-lo; mas, quando sabe da morte, salta do colo dele e se benze. Aliócha lhe diz que encontrou uma irmã.
Ela conta, então, o que ouviu da cozinheira Matriona: uma mulher malvada morre sem virtude além de uma cebola dada a uma mendiga, o anjo estende a cebola ao lago de fogo, os outros pecadores se agarram a ela, a mulher os escoiceia, e a cebola arrebenta. Conta contra si mesma, e confessa que queria destruir Aliócha. Ele diz que lhe deu uma cebola, a menor de todas.
A palavra volta no sonho de Aliócha, quando Zossima diz que também deu uma cebola e por isso está na festa. É a medida de bondade do romance: um gesto mínimo, sem cálculo, que não prova virtude e ainda assim pesa. Grúchenka reaparece como a que garante a palavra de Mítia, no inquérito, e como a mulher a quem Catierina Ivánovna pede perdão.