O stáriets Zossima é o velho monge que Aliócha escolhe como mestre, o terceiro e último de uma linhagem de stártsi daquele mosteiro. O narrador o define pelo que ele faz: o stáriets é aquele que toma a alma e a vontade de outro para dentro da sua alma e da sua vontade.
Tem uns sessenta e cinco anos, foi proprietário e oficial no Cáucaso, recebe a confissão de todos e adivinha à primeira vista o que cada um traz. É alegre, ama de preferência o mais pecador, e tem poucos inimigos, calados, e muitos devotos, que esperam milagres depois da sua morte. Na cela, diante de Fiódor, que se apresenta como bufão, responde que não se envergonhe tanto de si mesmo, e ajoelha-se diante de Mítia, sem explicar.
No Livro VI, o romance conta a vida e o ensinamento de Zossima, tal como Aliócha os escreveu de memória: o irmão Márkel, que pedia perdão aos criados e aos pássaros; o duelo em que ele atirou a pistola ao mato; o visitante que confessou o crime. Ensina que cada um é culpado por todos, que se deve preferir o amor humilde à força, que ninguém é juiz de ninguém e que o inferno é o sofrimento de não poder mais amar.
Morre ajoelhado, beijando a terra, como ensinara. No dia seguinte, o corpo cheira mal, e o mosteiro se divide. Esse cheiro é o primeiro teste de Aliócha. O stáriets deixa a ele, antes de morrer, a ordem de sair do mosteiro e viver no mundo.