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Os Irmãos Karamázov · Epílogo

O enterro de Iliúcha

Resumo do livro

O Epílogo trata do que a sentença deixa sem resolver. Cinco dias depois do veredicto, Ivan Fiódorovitch Karamázov arde de febre em casa de Catierina Ivánovna, Dmitri Fiódorovitch Karamázov espera no hospital a hora de ser deportado, e Alieksiéi Fiódorovitch Karamázov vai de uma casa à outra com a tarefa de reconciliar. O plano é de fuga, e Mítia, que no Livro XI aceitara a cruz, descobre que não a suporta; Aliócha lhe diz que ela não é para ele. Catierina e Mítia trocam uma hora de verdade que não promete durar, e a visita termina no encontro das duas mulheres. No terceiro capítulo, doze meninos, o capitão arrasado e Aliócha enterram Iliúcha Snieguiriov, e junto à pedra o romance diz a sua última palavra, que não é de justiça nem de razão, e sim de lembrança. A pergunta que o livro deixa é o que um bom dia vivido em comum pode fazer por quem depois será mau.

Capítulo I: O plano de fuga

Resumo do capítulo

Cinco dias depois do julgamento, já passadas as oito da manhã, Alieksiéi Fiódorovitch Karamázov vai à casa de Catierina Ivánovna para combinar com ela um assunto importante para os dois e para dar-lhe um recado. Ela o recebe na sala onde recebera Grúchenka, e na peça ao lado Ivan Fiódorovitch Karamázov jaz em febre e sem consciência: logo depois da cena do tribunal ela o mandou trazer para sua casa, desafiando o falatório, e fica de vigília dia e noite. Varvínski e Herzenstube o tratam; o médico de Moscou voltou à capital, recusando-se a prognosticar. Catierina, pálida, febril, adivinha o que Aliócha vem pedir e se antecipa: da decisão de Dmitri Fiódorovitch Karamázov ele não se preocupe, ele há de fugir. O plano é de Ivan e se executará, provavelmente, na terceira etapa do trajeto dos deportados para a Sibéria; Ivan já falou com o chefe dessa etapa. Ela revela a Aliócha o que ele ignorava, a briga que tiveram na noite em que ele os encontrou na escada. Fora por causa do plano: quando Ivan lhe disse que Mítia, se condenado, fugiria ao estrangeiro com a "criatura", ela se enfureceu sem saber por quê, e ele supôs que fosse ciúme, que ela ainda amava Mítia. Três dias depois Ivan lhe trouxe um envelope lacrado, para abrir se algo lhe acontecesse, com os detalhes da fuga, e quase dez mil rublos, os mesmos que o promotor mencionou. Ela quis cair a seus pés, mas pensou que ele leria nisso a alegria de salvar Mítia, e fez outra cena. Foi por rancor que, ao vê-lo entrar com Aliócha, gritou que fora ele quem a convencera da culpa de Mítia, quando fora ela:

Análise

О, всему, всему причиною мое бешенство! Это я, я и приготовила эту проклятую сцену в суде! [...] Я всему причиною, я одна виновата!, ah, de tudo, de tudo a causa é a minha fúria! Fui eu, eu mesma que preparei aquela maldita cena no tribunal! [...] Eu sou a causa de tudo, só eu sou culpada!

Catierina diz a Aliócha o que não disse a ninguém, que a cena do tribunal foi obra da sua fúria. Refaz a cadeia na ordem: a briga com Ivan, o ciúme da "criatura", a calúnia dita para feri-lo, e a cena de que se faz autora. O tom é o de quem se acusa em voz alta para ter ao lado quem a absolva. O texto sustenta duas leituras: remorso verdadeiro, ou outra forma do orgulho que se pune.

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Capítulo II: A cruz e o perdão

Resumo do capítulo

Alieksiéi Fiódorovitch Karamázov corre ao hospital, onde Dmitri Fiódorovitch Karamázov está desde o segundo dia depois da sentença, com febre nervosa. O doutor Varvínski, a pedido de Aliócha e de outros, o pôs sozinho no quarto onde estivera Smierdiakóv, com sentinela no corredor e janela gradeada, e permite visitas: só vieram Aliócha e Grúchenka, e Mítia proibiu a entrada de Rakítin, que tentou duas vezes. Está de roupão de hospital, com a cabeça enrolada numa toalha molhada em água e vinagre, silencioso, absorto desde o julgamento. Fala do estalajadeiro Trifon, que, diz o guarda, desmonta a hospedaria à procura dos mil e quinhentos rublos que o promotor disse estarem escondidos. Aliócha lhe anuncia que Catierina Ivánovna virá, sem saber quando. Mítia já contou a Grúchenka o plano de Catierina; ela se calou e disse só "que seja". Fala de Ivan Fiódorovitch Karamázov, que se curará, e Aliócha diz que Catierina quase não duvida; Mítia conclui, ao contrário, que ela está convencida de que ele vai morrer. Depois, em voz trêmula e cheia de lágrimas, confessa que ama Grúchenka terrivelmente e diz o que o pesa: se o baterem no caminho, não se deixará, matará e será fuzilado; aqui os guardas já o tratam por tu; passou a noite a se julgar, e não está pronto, queria cantar o "hino" e não suporta o tu dos guardas. Aliócha sorri e responde:

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Capítulo III: O enterro de Iliúcha

Resumo do capítulo

Alieksiéi Fiódorovitch Karamázov chega tarde: já iam levar à igreja, sem ele, o caixãozinho enfeitado de flores. É o de Iliúcha Snieguiriov, que morreu dois dias depois da sentença de Dmitri Fiódorovitch Karamázov. Ao portão, uns doze meninos o esperam com impaciência, todos de bolsa a tiracolo, porque Iliúcha, ao morrer, lhes pediu:

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