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Perguntas · Os Irmãos Karamázov

O que Aliócha diz no discurso junto à pedra, no fim de Os Irmãos Karamázov?

No fim do romance, junto à pedra de Iliúcha, Aliócha diz aos doze meninos que não há nada mais alto, mais forte, mais sadio e mais útil para a vida do que uma boa lembrança, sobretudo a da infância e da casa dos pais.

Ele fala depois do enterro, a crianças que nada sabem de grandes ideias. Combina com elas que nunca esquecerão Iliúcha, nem uns aos outros. Diz que, se levarem muitas lembranças boas para a vida, o homem fica salvo para toda a vida. Admite que podem ficar maus, rir das lágrimas alheias, zombar de quem diga «quero sofrer por todos os homens», como Kólia dissera, e ainda assim, ao lembrar aquele dia, não ousarão zombar do que foram naquele momento. Pede que sejam primeiro bons, depois honestos, e fecha com um conselho: não ter medo da vida, que é boa quando se faz algo bom e verdadeiro.

Kólia pergunta se é verdade que a religião diz que todos ressuscitarão e se verão de novo, e a Iliúcha. Aliócha responde, meio rindo, meio em êxtase: sem dúvida nos levantaremos, nos veremos e contaremos uns aos outros, alegres, tudo o que aconteceu. Convida-os ao repasto fúnebre, a ir de mãos dadas, e Kólia grita: hurra para Karamázov.

O discurso não resolve nada, nem o destino de Mítia, nem o de Ivan. A aposta é modesta: uma lembrança boa funciona como freio, não como doutrina, e a salvação é uma memória guardada, não um ato. É a última palavra do romance.

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