Quem é
Dante é o peregrino que, na segunda cântica, deixa o ar morto do Inferno, chega ao amanhecer à praia deserta de uma ilha e sobe a montanha do Purgatório com o corpo de carne com que nasceu. Esse corpo é o que o distingue de todos: é o único que projeta sombra, o único cujo peito respira ao falar, e por isso cada alma que o vê lhe pede a mesma coisa, que se lembre dela entre os vivos para que as orações encurtem a espera. O que ele procura é dito por Virgílio a quem guarda a praia: liberdade. O que o poema mostra dele ao longo dos trinta e três cantos é um homem que pergunta, que se distrai, que se envergonha e que vai aprendendo a querer. Na primeira cântica ele aprendia a olhar o pecado dos outros, aqui o pecado é também dele, e a montanha o mede pelo peso que sente: pesa no começo e alivia à medida que se sobe. Quem escreve, anos depois, e quem caminha em 1300 são a mesma pessoa em dois tempos, e o poema deixa essa dobra à vista em cada interrupção em que o poeta se volta ao leitor.
Trajetória
Tudo começa no canto I do Purgatório. Dante vem dos olhos e do peito cobertos pela névoa do Inferno e, antes de qualquer subida, é lavado e cingido. Virgílio o faz ajoelhar diante do velho guardião e o apresenta pelo que procura, não pelo que fez:
Or ti piaccia gradir la sua venuta: / libertà va cercando, ch’è sì cara, / come sa chi per lei vita rifiuta, agrada-te acolher a sua vinda: ele vai em busca de liberdade, que é tão cara, como sabe quem por ela recusa a vida.
O velho manda cingi-lo com um junco e lavar-lhe o rosto, e Dante, que entendeu a arte, estende as faces cobertas de lágrimas para que Virgílio lhe devolva a cor. O que o espanta é a planta que renasce igual no mesmo lugar de onde foi arrancada:
Quivi mi cinse sì com’ altrui piacque: / oh maraviglia! ché qual elli scelse / l’umile pianta, cotal si rinacque / subitamente là onde l’avelse, ali me cingiu como outro quis: oh maravilha! que, qual ele escolheu a humilde planta, tal renasceu logo, ali onde a arrancou.
No canto II do Purgatório o peregrino aprende, pelo corpo, o que a montanha ainda não lhe disse. Abraça a sombra do amigo Casella e fecha as mãos no ar três vezes:
Ohi ombre vane, fuor che ne l’aspetto! / tre volte dietro a lei le mani avvinsi, / e tante mi tornai con esse al petto, ai, sombras vãs, exceto no aspecto! três vezes prendi as mãos atrás dela, e outras tantas as trouxe de volta ao peito.
O que ele pede ao amigo é consolo de quem veio com o corpo e está aflito, e o pede com cautela, sem saber se a lei do lugar o permite:
E io: «Se nuova legge non ti toglie / memoria o uso a l’amoroso canto / che mi solea quetar tutte mie doglie, / di ciò ti piaccia consolare alquanto / l’anima mia, che, con la sua persona / venendo qui, è affannata tanto!», e eu: se uma lei nova não te tira a memória ou o uso do canto amoroso que costumava acalmar todas as minhas dores, que te agrade consolar um pouco a minha alma, que, vindo aqui com o seu corpo, está tão aflita!
O canto faz Dante, Virgílio e as almas esquecerem tudo, e é Catão quem interrompe a festa; a turba foge e os dois poetas saem tão depressa quanto ela. A mesma distração volta no canto IV do Purgatório, agora como prova de uma tese: ele escutava Manfredi e o sol subiu cinquenta graus sem que se desse conta.
Di ciò ebb’ io esperïenza vera, / udendo quello spirto e ammirando; / ché ben cinquanta gradi salito era / lo sole, e io non m’era accorto, quando / venimmo ove quell’ anime ad una / gridaro a noi: «Qui è vostro dimando», disso tive experiência verdadeira, ouvindo aquele espírito e admirando; pois bem cinquenta graus subira o sol, e eu não me dera conta, quando chegamos onde aquelas almas a uma só voz gritaram: aqui está o que pedis.
Ainda no canto IV do Purgatório o peregrino descobre que a montanha se sobe pelo desejo e não só pelos pés, e que essa subida custa pés e mãos na pedra rachada:
Vassi in Sanleo e discendesi in Noli, / montasi su in Bismantova e ’n Cacume / con esso i piè; ma qui convien ch’om voli; / dico con l’ale snelle e con le piume / del gran disio, di retro a quel condotto / che speranza mi dava e facea lume, vai-se a Sanleo e desce-se a Noli, sobe-se a Bismantova e a Cacume só com os pés; mas aqui convém que se voe; digo com as asas ligeiras e as penas do grande desejo, atrás daquele guia que me dava esperança e fazia luz.
No canto III do Purgatório Dante tem medo de ter sido abandonado quando vê só a própria sombra e a de Virgílio faltando, e o guia o repreende por desconfiar. No canto V do Purgatório é repreendido por outra coisa, a dispersão: um pensamento brota sobre outro e afasta o alvo.
Vien dietro a me, e lascia dir le genti: / sta come torre ferma, che non crolla / già mai la cima per soffiar di venti, vem atrás de mim e deixa a gente falar: fica firme como torre que nunca deixa a cabeça cair com o soprar dos ventos.
Dante responde só com um "vou", corado da cor que às vezes faz o homem digno de perdão. As almas dos mortos à força lhe pedem lembrança, e ele promete o que puder. No canto VI do Purgatório é ele quem faz a Virgílio a pergunta que expõe um limite da razão do guia, se a oração dobra o decreto do céu, e ouve a resposta e a remissão a Beatriz. No canto VIII do Purgatório, ao entardecer, o peregrino que procurou conhecidos entre os condenados se alegra quando acha um fora do Inferno:
Ver’ me si fece, e io ver’ lui mi fei: / giudice Nin gentil, quanto mi piacque / quando ti vidi non esser tra ’ rei, veio ao meu encontro, e eu ao dele: juiz Nino gentil, quanto me agradou quando te vi não estar entre os réus!
Quando Sordello anuncia a serpente, ele se aperta, gelado, às costas do guia; e, no meio da cena mais rápida, confessa o que não viu:
Io non vidi, e però dicer non posso, / come mosser li astor celestïali; / ma vidi bene e l’uno e l’altro mosso, eu não vi, e por isso dizer não posso, como se moveram os açores celestes; mas vi bem um e outro em movimento.
O canto IX do Purgatório é o canto em que ele nada faz. Dorme, é carregado por Luzia até a porta, e só fica sabendo disso pela boca de Virgílio:
venne una donna, e disse: “I’ son Lucia; / lasciatemi pigliar costui che dorme; / sì l’agevolerò per la sua via”., veio uma mulher e disse: eu sou Luzia; deixai-me pegar este que dorme, que assim lhe facilito o caminho.
O que lhe cabe é o gesto do pedinte: joga-se aos pés do anjo, bate três vezes no peito e recebe na testa sete P. A regra da porta é para quem já foi aceito, e vale a ele agora:
Da Pier le tegno; e dissemi ch’i’ erri / anzi ad aprir ch’a tenerla serrata, / pur che la gente a’ piedi mi s’atterri». / Poi pinse l’uscio a la porta sacrata, / dicendo: «Intrate; ma facciovi accorti / che di fuor torna chi ’n dietro si guata»., tenho-as de Pedro; e ele me disse que eu erre antes em abrir do que em manter fechada, contanto que a gente se prostre a meus pés. Depois empurrou a folha da porta sagrada, dizendo: entrai; mas aviso-vos de que volta para fora quem olha para trás.
No canto X do Purgatório Dante ouve a porta fechar-se atrás de si e mede o que teria sido olhar para trás. Na primeira cornija o pecado dele fica à vista: anda curvo ao lado de Oderisi e, ao ouvi-lo falar de glória, dá o veredito sobre si:
Tuo vero dir m’incora / bona umiltà, e gran tumor m’appiani;, o teu dizer verdadeiro me põe no coração boa humildade, e aplainas em mim um grande inchaço.
O canto XII do Purgatório o mostra entre dois movimentos, o corpo que se endireita e os pensamentos que ficam baixos, e termina com a mão que descobre o que a vista não via, o primeiro P apagado:
e con le dita de la destra scempie / trovai pur sei le lettere che ’ncise / quel da le chiavi a me sovra le tempie: / a che guardando, il mio duca sorrise., e com os dedos da destra abertos achei apenas seis das letras que gravou aquele das chaves sobre as minhas têmporas; ao ver isso, o meu guia sorriu.
Na cornija da inveja o que o fere é a assimetria de ver sem ser visto, e ele mede em si os dois pecados, dizendo que a pena daqui será curta e que o que o assusta é a de baixo:
«Li occhi», diss’ io, «mi fieno ancor qui tolti, / ma picciol tempo, ché poca è l’offesa / fatta per esser con invidia vòlti. / Troppa è più la paura ond’ è sospesa / l’anima mia del tormento di sotto, / che già lo ’ncarco di là giù mi pesa»., os olhos, disse eu, também me serão tirados aqui, mas por pouco tempo, porque pouca é a ofensa feita por tê-los voltado com inveja. Muito maior é o medo de que está suspensa a minha alma do tormento de baixo, que já me pesa o fardo de lá.
No canto XIV do Purgatório cala o próprio nome, e fala do rio e de si por geografia. No canto XV do Purgatório é arrebatado em visão e Virgílio lhe diz para que serviu:
Ciò che vedesti fu perché non scuse / d’aprir lo core a l’acque de la pace / che da l’etterno fonte son diffuse., o que viste foi para que não te escuses de abrir o coração às águas da paz que do eterno manancial se difundem.
No canto XVI do Purgatório, cego pela fumaça, segue o guia pelo ombro e dirige a Marco Lombardo a dúvida dobrada que o trazia. No canto XVIII do Purgatório a dúvida é a de um bom discípulo, e a objeção que formula encerra o problema da cântica:
ché, s’amore è di fuori a noi offerto / e l’anima non va con altro piede, / se dritta o torta va, non è suo merto, porque, se o amor nos é oferecido de fora, e a alma não anda com outro pé, andando ela direita ou torta não é mérito seu.
No canto XIX do Purgatório é o seu olhar que faz a mulher do sonho, e é Virgílio quem o manda olhar o chamariz de Deus:
Vedesti», disse, «quell’antica strega / che sola sovr’ a noi omai si piagne; / vedesti come l’uom da lei si slega. / Bastiti, e batti a terra le calcagne; / li occhi rivolgi al logoro che gira / lo rege etterno con le rote magne, viste, disse, aquela antiga feiticeira, que sozinha se chora daqui para cima; viste como dela o homem se liberta. Basta-te, e bate no chão os calcanhares; volta os olhos ao chamariz que o Rei eterno faz girar com as rodas grandes.
No canto XX do Purgatório interrompe a marcha para amaldiçoar a loba, a mesma fera do primeiro canto do Inferno, e no canto XXI do Purgatório nomeia a sede que o aflige por uma cena do Evangelho:
La sete natural che mai non sazia / se non con l’acqua onde la femminetta / samaritana domandò la grazia, a sede natural que nunca se sacia senão com a água de que a mulherzinha samaritana pediu a graça.
Nesse canto o riso que ele não consegue calar quase revela a Estácio quem é o guia: Virgílio o olha pedindo silêncio, Estácio pergunta por que ele riu, e Dante, preso entre quem o faz calar e quem o conjura a falar, suspira até o mestre mandar que fale. Estácio ouve o nome e se inclina aos pés do mestre, que o impede, porque são sombras. Nos cantos seguintes aprende a poetar ouvindo os dois conversarem, reconhece Forese pela voz quando o rosto já nada diz, e responde a Bonagiunta com o método de quem escreve só o que o Amor dita por dentro. Ao pedido de Forese, que se mostre, responde com um apelo à memória partilhada:
Se tu riduci a mente / qual fosti meco, e qual io teco fui, / ancor fia grave il memorar presente, se trouxeres à memória quem foste comigo e quem fui eu contigo, ainda será grave a lembrança presente.
No canto XXV do Purgatório é um filhote de cegonha que não ousa largar o ninho, e a pergunta que enfim solta, como se emagrece onde não se come, é a que dá a Estácio a ocasião de explicar a geração da alma.
Allor sicuramente apri’ la bocca / e cominciai: «Come si può far magro / là dove l’uopo di nodrir non tocca, então abri a boca com segurança e comecei: como se pode ficar magro onde a necessidade de nutrir não toca?
O canto XXVII do Purgatório é o canto da resistência. Diante do muro de fogo, Dante fica como quem é posto na cova, e nenhum dos três argumentos da razão o move; a única palavra que o move é o nome de uma pessoa:
Or vedi, figlio: / tra Bëatrice e te è questo muro, vê agora, filho: entre Beatriz e ti está este muro.
Depois do sonho de Lia e Raquel e da escada que lhe dá penas, Virgílio retira-se com a fala em que o chama de livre, reto e são:
Tratto t’ho qui con ingegno e con arte; / lo tuo piacere omai prendi per duce; / fuor se’ de l’erte vie, fuor se’ de l’arte, trouxe-te até aqui com engenho e com arte; toma agora o teu prazer por guia; estás fora dos caminhos íngremes, estás fora dos estreitos.
No canto XXVIII do Purgatório Dante fala com Matelda como a uma desconhecida, comparando-a a Prosérpina; no canto XXIX do Purgatório queixa-se de Eva, invoca as Musas pelo que sofreu por elas e é repreendido por olhar só as luzes:
che là dove ubidia la terra e ’l cielo, / femmina, sola e pur testé formata, / non sofferse di star sotto alcun velo, que ali, onde a terra e o céu obedeciam, uma mulher, sozinha e apenas recém-formada, não suportou ficar sob nenhum véu.
No canto XXX do Purgatório a potência do amor antigo o toma antes de os olhos reconhecerem a mulher, e ele volta-se ao mestre para dizer isso e acha o lugar vazio:
sanza de li occhi aver più conoscenza, / per occulta virtù che da lei mosse, / d’antico amor sentì la gran potenza, sem mais conhecimento dos olhos, por uma virtude oculta que se moveu dela, sentiu a grande potência do amor antigo.
Ma Virgilio n’avea lasciati scemi / di sé, Virgilio dolcissimo patre, / Virgilio a cui per mia salute die’mi, mas Virgílio nos tinha deixado privados de si, Virgílio doce pai, Virgílio a quem me dei para minha salvação.
Daí em diante o peregrino é réu. Ouve de Beatriz que caiu tão fundo que só lhe restava ver as gentes perdidas, e responde, com voz e lábios a custo, com uma frase só:
Le presenti cose / col falso lor piacer volser miei passi, / tosto che ’l vostro viso si nascose, as coisas presentes, com o seu falso prazer, voltaram meus passos, assim que o vosso rosto se escondeu.
O arrependimento é descrito como uma ferida que dói mais onde o amor foi maior. Dante cai vencido, é recolhido por Matelda e submerso no Lete.
Di penter sì mi punse ivi l’ortica, / che di tutte altre cose qual mi torse / più nel suo amor, più mi si fé nemica, de arrepender-me tanto me picou ali a urtiga que, de todas as outras coisas, a que mais me desviou para o seu amor mais se fez minha inimiga.
No canto XXXII do Purgatório, ao acordar, a primeira pergunta é pela ausente, e a primeira ordem que recebe é a de escrever:
E tutto in dubbio dissi: «Ov’ è Beatrice?». / Ond’ ella: «Vedi lei sotto la fronda / nova sedere in su la sua radice, e todo em dúvida eu disse: onde está Beatriz? Ela então: vê-la sob a fronde nova, sentada sobre a sua raiz.
Qui sarai tu poco tempo silvano; / e sarai meco sanza fine cive / di quella Roma onde Cristo è romano. / Però, in pro del mondo che mal vive, / al carro tieni or li occhi, e quel che vedi, / ritornato di là, fa che tu scrive, aqui serás pouco tempo silvano, e serás comigo sem fim cidadão daquela Roma de que Cristo é romano. Por isso, em proveito do mundo que vive mal, mantém agora os olhos no carro, e o que vires, de volta lá, faz que escrevas.
No canto XXXIII do Purgatório Dante tenta defender-se e ouve que o próprio esquecimento prova a culpa. Depois do banho do Eunoé, o poeta fecha a cântica com ele renovado:
E se tu ricordar non te ne puoi», / sorridendo rispuose, «or ti rammenta / come bevesti di Letè ancoi; / e se dal fummo foco s’argomenta, / cotesta oblivïon chiaro conchiude / colpa ne la tua voglia altrove attenta, e se não podes te lembrar, respondeu sorrindo, lembra agora como hoje bebeste do Lete; e se da fumaça se infere o fogo, esse esquecimento conclui claramente culpa na tua vontade atenta a outra parte.
O último verso no original, que fecha a cântica na mesma palavra com que fecham as outras duas:
puro e disposto a salire a le stelle., puro e disposto a subir às estrelas.
Temas que encarna
Dante encarna a Redenção como mudança do querer. O primeiro canto define a cântica por duas ações do espírito, purgar-se e tornar-se digno de subir, e o peregrino as cumpre por camadas: o rosto lavado e o junco (canto I), os sete P que se apagam um a um (canto IX, canto XII), a vontade que Virgílio dá por guia (canto XXVII), a confissão e o Lete (canto XXXI) e o Eunoé (canto XXXIII). O Orgulho é o pecado que ele mede em si na primeira cornija, e o desejo mal dirigido, o que Beatriz lhe cobra: as coisas presentes com o seu falso prazer. A Arte está em quem escreve, e a ordem de escrever o que viu é o último encargo do peregrino.
O Dante deste Purgatório erra por pouco e aprende devagar: distrai-se, hesita, resiste, cai. O poema não o poupa nem o humilha. Cada falha aparece no momento em que a montanha pode ensinar algo com ela, a distração do canto II que Catão corta, o medo do canto III que Virgílio desfaz, a resistência do canto XXVII que Beatriz vence. Fica a pergunta de quem conduz quem: Virgílio o leva até o fogo, o nome de Beatriz o faz entrar, e o canto XXXII o põe de volta ao serviço de quem o mandou escrever.
Leituras divergentes
O texto sustenta duas leituras do peregrino. Na primeira, ele é escolhido por mérito e por amor, e Beatriz o salva porque o ama. Na segunda, ele é levado porque caiu: Beatriz o diz no canto XXX, e a viagem é o último recurso. O poema não decide entre as duas, e a confissão do canto XXXI cabe nelas.
Relações
- Virgílio: o guia que o leva da praia ao fogo e se retira com a palavra de que ele é livre, reto e são (canto XXVII do Purgatório).
- Beatriz: a mulher que o acusa, o ouve e o manda escrever, nos cantos XXX a XXXIII.
- Estácio: o poeta que se junta ao grupo no canto XXI e de quem Dante aprende a explicação da alma.
- Matelda: quem o recolhe e submerge depois da confissão.
- Catão: o guardião da praia, que o aprova e interrompe o canto de Casella.
- Forese Donati: o amigo da juventude que Dante só reconhece pela voz.