Clavis Libri

Personagem

Dr. Behrens

Quem é

O médico-diretor do O Berghof, que se fixou em Davos depois de perder a esposa para a tuberculose e de adoecer ele mesmo, o que levanta no capítulo IV a pergunta sobre se um médico doente pode curar.

Mas será possível que quem se inclua entre os escravos de uma potência exerça sobre ela efetivo domínio espiritual? Quem está oprimido pode libertar?, Dúvidas e ponderações
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro

Trajetória

No Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro examina Joachim e Hans Castorp e dá ao segundo o diagnóstico que muda a visita.

cheguei à opinião bastante firme de que o senhor era, clandestinamente, um dos nossos e acabaria por perceber esse fato, como fizeram tantos outros que vieram aqui para divertir-se, estudaram o ambiente, torcendo o nariz, e um belo dia ficaram sabendo que seria conveniente para eles [...] abandonarem a atitude de curiosidade displicente e passarem aqui uma temporada extensa, O termômetro
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro
Bem, o ar que temos aqui é bom contra a enfermidade. [...] Mas, ao mesmo tempo, este ar também é bom para a enfermidade; compreende? No começo acelera o seu curso, revoluciona o corpo, fomenta a irrupção da doença latente, e tal irrupção é, com a sua licença, o seu catarro, O termômetro
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro
não vale a pena regressar, Hans Castorp, pois dentro em breve teria de apresentar-se novamente, O termômetro
Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro

No Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis conduz a radioscopia (ver A radiografia), chama o espetáculo de fantasmagoria, pinta Clawdia Chauchat a óleo e leva Hans Castorp da pele até a química da vida.

Convidado ao apartamento de Behrens depois de perguntar, movido pelo ciúme, se ele pinta, Hans Castorp encontra ali o retrato a óleo de Clawdia Chauchat e usa a visita para arrastar a conversa do lírico para o fisiológico, numa mistura que ele mesmo formula como programa de vida: medicina, direito, teologia e arte seriam apenas variantes do mesmo interesse humanístico pelo homem.
Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis
À pergunta sobre a composição da carne, Behrens responde numa cadeia que termina identificando vida e morte no mesmo processo químico. A vida é essencialmente uma combustão das proteínas das células, donde provém esse agradável calor animal, que às vezes é excessivo. Pois é, viver é morrer, nesse ponto não adianta dissimular. Trata-se de uma destruction organique, como um francesinho qualquer, na sua leviandade inata, qualificou a vida.
Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis

No Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim resume a morte de Joachim Ziemssen na língua militar.

Safou-se para o campo da honra, esse fujão. Mas no caso dele a honra significou a morte, e a morte… Bem, vocês também podem inverter a frase, à vontade. Seja como for, ele nos disse: “Tenho a honra de me despedir”.
Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim

No Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão tira das mãos de Pieter Peeperkorn morto o instrumento do suicídio.

Temas que encarna

Os temas-padrão que passam por ele são Doença, Morte e Ciência e técnica.

Behrens reúne na mesma pessoa os dois olhares sobre o corpo que o capítulo V cruza: o do médico que disseca e o do pintor que retrata. É também o doente que trata doentes, e o capítulo IV deixa a pergunta sobre isso registrada sem responder.

Relações